CONTEXTO HISTÓRICO



                                CONTEXTO HISTORICO GERAL 




O livro de atos dos apóstolos ,que relata a história da igreja Primitiva ,contem um bom numero de exemplos  do recebimento do Espirito Santo.Examinando bem o que aconteceu nessas ocasiões ,chegaremos a uma conclusão satisfatória.Podemos tambem determinar se o falar em linguas ,como experiencia para o crente nos nossos dias ,segue ou não as normas biblicas. Primeiramente notemos que no dia de pentecostes ,na experiencia do batismo no Espirito Santo ,participavam individuos ,e não uma coletividade.Essa recepção individual foi a cumprimento da promessa de Jesus mencionada em João 7.37,38.Todos os crentes que se achavam no Cenaculo no dia de Pentecostes foram cheios do Espirito Santo e falaram em outras li.Perguntaram os oponentes por que os pentecostais   apontam o "falar em linguas" como evidencia inicial do batismo ,uma vez que se manifestaram outros sinais ,como as linguas de fogo e o vento veemente no dia de pentecostes?É que verdade que houve esses fenomenos fisicos,contudo  somente no livro de atos ,levando-os a crer que esses sinais ,como que de fogo e vento ,eram peculiares aquela ocasião inicial,ao passo que as linguas continuam(ibid).
O livro de atos do apostolos que alguem ousou dizer poder-se-a chamar "atos do Espirito Santo" ou"atos da igreja",narra os primeiros passos da igreja do Senhor.A igreja começou em Jerusalem e dali estendeu-se em seus primeiros anos praticamente a todo mundo.Permaneceram na cidade de Jerusalém no monte das oliveiras,Jesus determinou aos seus discipulos que ficassem em Jerusalem ,que recebessem a promessa do Pai ,da qual ele havia falado(at  1:4;5;;8),a recomendação do Senhor tem haver com a sua ardente visão missionaria ,a qual padecera na cruz do calvário.E havia dito aos discipulos que pregassem o evangelho a toda criatura até os confins da terra.  
 Antes de iniciarmos o comentario sobra a descida do Espirito Santo ,lembre-me que os judeus celebravam sete importantes festas a saber:atos 2 registra a data da inauguração da igreja com sinais maravilhosos ,a manifestação de linguas,tem sido motivo de exteção debate para alguns que não aceitam o sinal de manifestação das linguas,a biblia refere-se lingua dos anjos(1 cor 13.10,lingua divina(1 cor 14.20,linguagem espiritual(1 cor 14.2),linguas de fogo (atos 2.30,novas linguas(mc 16.17).A experiencia vivida pelos apostolos nessa ocasião foi um fenomeno completamente novo atravez dos  seculos ,a igreja vem experimentanto essas experiencias´Pentecostal gloria Deus.


A maior controversia em torno do assunto do batismo no Espirito Santo ,esta relacionado com evidencia dessa experiência .O povo pentecostal crê e ensina que o batismo no Espirito Santo evidencia-se externamente pelo falar em outras linguas de modo sobrenatural ,pelo poder do Espirito Santo.Outros grupos evangélicos crêem também que è possível receber o batismo ,mas divergem quanto á evidencia inicial de falar em linguás atos 2.2 em diante.Certos grupos evanélicos alegam que a prova do batismo é a manifestação dos frutos do Espirito Santo na vida do cristão,citam passagem de galartas 5:22.É verdade que esses frutos resultam da presença  do Espirito Santo no crente ,mas o batismo que é uma experiencia acompanhada de um sinal peculiar e claro.(notas apostila betel).
A unica maneira de se chegar a uma conclusão exata sobre o assunto é por de lado as muitas idéias prevalecentes e buscar a resposta nas Escrituras ,observando de que maneira foram batizados no Espirito Santo os crentes do 1° seculo,e aqui nesse estudos iremos citar comentários esclarecedores.O livro de atos registraos eventos ocorridos na igreja nessa época e logicamente é nesse livro que encontramos o padrão dessa experiência e a base das nossa fé sobre o assunto.(ibid).
 Cristo enche a vida e a Palavra de Deus torna-se preciosa .Sente-seum um grande zelo pela salvação dos pecadores .Tais resultados não são provenientes de oposiãos do mal.Pessoas que se opões ao movimento pentecostal gostariam de provar que a experiencia de falar em linguas sobrenaturais ,foi manifestação original somente para os tempos dos apótolos e que desde então esse fenomeno ,na sua forma legitima ,nunca mais se repitiu.(ibid).
Tais suposiões carece de fundamento ,pois varios primitivos pastores da igreja ,como :Irineu,tertuliano,agostinho ,joão crisostomo,no segunso século ,nas suas cartas e em outras obras literarias ,referem-se ao fenomeno ,comumente chamado "glossaria",como sendo experiencia em seus dias.Existem evidencias de que nos avivamentos surgidos durante os seculos seguintes ,o falar em outras linguas repetiu-se.registra-se que lutero o reformador na alemanha falava em outras linguas ,bem como tambem nos avivamentos metodistas de João Carlos Wesley,manifestou-se o mesmo ,bem como no avivamento de D.L.Moody.(ibid).
 Há evangélicos tambem nos dias de hoje que tambem admitem a possibilidade do falar em linguas atualmente tambem,mas mantem certas reservas,alguns dizem que esta experiencias não é para todos.Regeitamos tal ensino erroneo ,tal ensino resulte em ninguem receber o batismo.De uns tempos para cá ,multidões de crentes das igrejas pentecostais e tradicionais vem recebendo o genuino batismo no Espirito Santo,conforma a promessa divina em atos 2.17(ibid).        
 No dia de pentecostes ocorreu um dos maires eventos da igreja cristã.Aos quase 120 pessoas que esperavam no cenaculo ,veio uma experiência que vidas .Não eram mais aqueles de antes.Experiencia que tem sido vivida por milhões de servos de DEUS durante os seculos do cristianismo ,chamamos  de BATISMO COM ESPIRITO SANTO.O EVENTO DO BATISMO NÃO SURPREENDEU NEM TROUXE CONFUSÃO AOS ESTUDANTES DO ANTIGO TESTAMENTO,AO CONTRARIO ;ERA UMA BENÇÃO JÁ PROMETIDA relacionada COM PLANO DIVINO da salvação em cristo e foi predita conforme mostrado nas referencias do antigo testamento(at2.16-18 ,is 44.3 ;;mt 3.11 jo 14.16-17 lc24.49 at 1.5-8.No batismo  o ESPIRTO SANTO outorga os seus varios ministérios de acordo com a sua vontade soberana ,dando ao crente poder para testemunhar de CRISTO,na proclamação do seu evangelho.Para isto ;é dotado pelo poder ungidos (at1.8 2.4 8.5-8 13.17).A evangelização mundial pelos pentecostais que aconteceu no seculo 20 é um testemunho da realidade da  experiência .infelizmente alguns historiadores e missiologistas da igreja moderna foram lentos ao conhecer a tremenda contribuição do movimento pentecostal com relação á pregação do evangelho por todo o mundo .
    Os pentecostais não podem  e não se atrevem a negar a obra maravilhosa e frequentemente sacrificial dos missionarios ao longo da história da igreja ,que não expirimentaram  o batismo no ESPIRITO SANTO como compreendido pelos pentecostais.Nós agradecemos á DEUS por todos os lideres  eclesiasticos e todas as agencias missionarias que contribuiram para a empreitada missionaria mundial  .E como outros assuntos previamente discutidos ,a diferença entre esse missionarios e os pentecostal se está no nivel da gradação..Seria irresponssavel os pentecostais dizerem que outros não sabem  nada sobre o poder do ESPIRITO SANTO.(notas o batismo no Espirito Santo com fogo cpad P.ANTHONI D. 2002).Podemos ver que os discipulos de JESUS antes do batismo eram timidos e bem temerosos ,mas após o revestimento de poder eles tornaram se ousados e corajosos.Eles saiam por toda parte anunciando a palavra .Precisamos do consolador permite que o ESPIRITO SANTO controle e guie a sua vida.Siga a orientação de PAULO"ser cheio do ESPIRITO SANTO"(EF 5.18),SEJA UM INSTRUMENTO NAS MÃOS DE DEUS.
 O dia de pentecostes inagurou uma nova fase ,esse acontecimento também demarcou o inicio da capacitação sobrenatural o 'REVESTIMENTO DE PODER"-para que a igreja cumpra eficazmente a grande comissão que nos confiou o Senhor Jesus (mt28.19-20). 
   Uma das principais necessidades de cada salvo é receber o batismo no Espirito Santo,Esta benção é para todos,porque a palavra não mudou.As promessas de DEUS não são para todos os tempos:salvação, perdão,resposta ás orações etc e também o batismo (ml 3.6).A necessidade de poder divino continua a mesma ,pois a força do maligno não mudou ,nem focou mais branda,pelo contrario a bíblia diz sobre isso em apoc 12.12b.Nós tempos do fim as doutrinas dos demonios teriam mais adeptos.(tm 4.1).Os discipulos na igreja primitiva resistiram e venceram as forças satanicas   com poder recebido atravez do batismo no espirito santo e dos dons espirituais que os acompanhavam (at 8.9-12 13.8-12 16.17-18 19.13-17).OS salvos hoje tem a mesma necessidade.A benção do batismo no espirito santo  precisa ser buscada ,jesus orientou os discipulos a permanecerem em jerusalem até que do alto fossem revertidos de poder(lc24.49).Busquemos com fé ,sabendo que esta oração que é segundo a vontade de DEUS,tem a garantia pela palavra (1°jo5:14-15).O batismo com o Espirito Santo é um tema atualissimo e imprecindivel á igreja de CRISTO.Muitos crentes ,até mesmo pentecostais ,não receberam ainda a gloriosa e necessaria promessa por não compreender o que ela representa na vida do cristão.Os que ainda não receberam a promessa pentecostal busque zelosamente sim busque com todo zelo. 

OS AVIVALISTAS E SUAS PROEZAS


Os reavivamentos periódicos são fatos históricos, característicos do cristianismo anglo-saxônico que recebeu grande ênfase na formação dos Estados Unidos da América. Os não-crentes precisam ser alcançados e os crentes, motivados de tempos em tempos. A princípio, esses movimentos eram espontâneos. Com o tempo, passaram a ser intensas reuniões de avivamento.
Foi nesse contexto que surgiram grandes pregadores de multidões nos EUA, na Grã-Bretanha e na Europa. Muitas vezes, o número de pessoas era tão grande que os cultos liderados por esses homens só podiam ser realizados ao ar livre.
É impossível ler a biografia desses pregadores e não se entusiasmar com sua vida consagrada e não desejar os mesmos resultados por eles obtidos. A ênfase sobre a santidade e o comprometimento com a salvação das almas era muito grande. Uns poucos olhavam tudo isso com olhar crítico, taxando o movimento deemocionalismo, subjetivismo vazio.
Independente das correntes opinativas, os avivalistas tiveram grande impacto na vida espiritual dos séculos XVIII e XIX, principalmente sobre a Igreja Americana que até hoje colhe os frutos resultantes da atuação desses gigantes da fé.

Jonathans Edwards (1703 - 1758)
                       
Pastor congregacional avivalista, missionário aos índios, escritor, primeiro presidente de Princenton e, na estimativa de alguns, primeiro e maior filósofo-teólogo americano. Em 1741, pregou seu famoso sermão: “Pecadores na mão de um Deus irado”, espalhando o avivamento pelas 13 colônias e até na Inglaterra.
Formou-se precocemente em Yale (1720) aos 17 anos, tornando-se pastor em Nortampton, no Oeste de Massachussetts.
Apesar de ter o hábito de ler seus sermões, sua vida de oração teve grande impacto sobre seu povo. Costumava ficar até 13 horas por dia orando e estudando. Era muito comum entrar na floresta para orar e ali ficar durante duas ou três horas com o rosto em terra, clamando a Deus. Seu referido sermão, que teve tanto impacto sobre o primeiro grande avivamento americano do século XX, foi precedido por três dias de oração e jejum.
Um de seus biógrafos disse: “Em todo o mundo onde se fala o inglês era considerado o maior erudito desde os dias de Paulo e Agostinho”.
Faleceu em 1758, em Princeton, vitima da febre resultante da vacina contra a varíola.

John Wesley (1703-1791)

Foi o fundador do Movimento Metodista, hoje uma das maiores denominações do mundo. Ele, com certeza, dominou o cenário religioso no século XVIII, tanto na Inglaterra, seu país de origem, quanto nos EUA. Foi ordenado ao ministério em 1728, tornando-se ministro anglicano. Destacando-se por sua vida piedosa e pelo metódico estudo da Palavra, ganhou, junto com o seu grupo, o apelido de “metodista”, que acabou se tornando o nome oficial de sua denominação.
Assim como Lutero, seu desejo era reformar espiritualmente a igreja na Inglaterra, mas acabou tendo de se desligar. Alguns historiadores julgam que o metodismo impediu a Inglaterra de mergulhar em uma Revolução sangrenta, semelhante à que ocorrera na França.
Ao decepcionar-se com seu trabalho missionário nas Treze Colônias Americanas, Wesley encontrou dois irmãos Morávios, na viagem de volta, que tiveram grande influência sobre sua vida, transformando o seu relacionamento com Deus. A partir de então, multidões de cerca de 5 a 10 mil pessoas afluíam para ouvir seus sermões. Era comum nesses cultos, os pecadores acharem-se angustiados e começarem a gritar e a gemer.
Com 70 anos, pregou para um auditório de 30 mil pessoas. Aos 86, fez uma viagem à Irlanda onde, além de pregar seis vezes ao ar livre, anunciou o evangelho cerca de 100 vezes em 60 cidades.

George Whitefield (1714 - 177O)

Converteu-se em 1735, aos 21 anos, e, aos 25, começou a pregar ao ar livre. Foi, no início, um dos maiores colaboradores na obra de John Wesley, de quem se separou mais tarde por motivos teológicos. Pregador por excelência, não havia prédio onde coubessem os auditórios e, por isso, sempre armava seu púlpito nos campos, fora das cidades. Algumas vezes também pregou ao ar livre, devido à oposição da Igreja Oficial (Anglicana).
Viajava intensamente para pregar o evangelho. Atravessou treze vezes o Atlântico para pregar nos Estados Unidos. Organizou seus convertidos em saciedades, conforme o costume metodista, e utilizou largamente o serviço de pregadores leigos.
Seu dom de oratória era tão extraordinário que, certa vez, descrevendo para uns marinheiros um navio perdido em um furacão, estes se levantaram gritando: “Às baleeiras! As baleeiras!”.
Foi o profeta do movimento metodista. Sua preocupação com a área social o levou a criar orfanatos para cuidar dos órfãos.
Whitefield morreu aos 56 anos, na cidade de Newburyport, Inglaterra.

Charles Grandison Finney (1792-1875)

Convertido aos 29 anos, seu nome está ligado, como nenhum outro, ao movimento avalista. Durante dez anos, de 1824 a 1834, trabalhou incansavelmente pelo avivamento da Igreja. Depois disso, caiu enfermo, devido aos grandes esforços, tendo de entrar em repouso.
Foi nesse período que publicou seu livro “Conferencias sobre avivamento”. Em 1835, tornou-se professor de teologia no Oberlin College, do qual se tornou presidente mais tarde. Posteriormente, escreveu também extensa obra sobre Teologia Sistemática.
Sua vida foi repleta de milagres. Conta-se que, certa vez, ao entrar em uma fábrica, uma mulher começou a caçoar dele. Diante disso, olhou nos olhos dela e saiu. Após algum tempo, ela estava chorando com o desejo de entregar-se a Cristo.
Em outra ocasião, ele apenas passou por um vilarejo em um trem e as pessoas que estavam nos bares, diri­giram-se às igrejas, sentindo agonia pelo seu pecado. Um repórter que investigava a sua vida para saber o seu segredo espantou-se ao vê-lo entrar na floresta para orar e passar horas prostrado diante de Deus.
Algumas estatísticas demonstraram que cerca de 85% dos convertidos de Finney perseveraram em servir a Deus, enquanto a média dos demais pregadores era de 30%.

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892)

A família Spurgeon foi para a Inglaterra durante a perseguição de Filipe II, da Espanha, no final do século XVI, nos Países baixos.
Converteu-se aos 17 anos pela pregação de um orador metodista em Cambridge e tornou-se um pregador leigo, isto é, sem formação acadêmica.
Após sua conversão, juntou-se à comunidade batista em Cambridge. Sua fama cresceu e, aos 17 anos, tornou-se pastor. Aos 20, era conhecido, por todo o país, como “o menino pregador”. Seus sermões começaram a ser impressos e lidos pelo mundo inteiro. Era comum, em Londres, as pessoas se reunirem, às segundas-feiras, para ler seus sermões. A leitura abrangia tanto trabalhadores da construção civil quanto o pessoal dos escritórios.
Por quarenta anos pregou para imensas audiências e ganhou cerca de 10.000 almas para Cristo. Entrou para os anais da história eclesiástica como o “príncipe dos pregadores”. Fundou o Colégio de Pastores e, até a sua morte, treinou cerca de 900 pregadores.
Ao morrer, em 1892, 6.000 pessoas assistiram ao seu funeral em cortejo fúnebre. Em seu caixão, a Bíblia aberta no texto usado para convertê-lo: “olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; pois eu sou Deus, e não há outro” (Is 45.22).

Dwight Lyman Moody (1837 - 1899)
           
Foi evangelista por excelência. Convertido aos dezessete anos, começou seu ministério como professor de Escola Dominical, chegando a reunir 1500 crianças, aproximadamente. As crianças sempre foram uma grande preocupação em sua vida. Dava bastante ênfase ao evangelismo pessoal, chegando a fazer, em um só dia, duzentas visitas. Tinha o propósito de não dormir antes de pregar o evangelho para alguém. Deixou, por fim, seu trabalho secular para dedicar-se inteiramente à obra de Deus.
Em 1871, foi tomado por um forte desejo de salvar muitas almas. Então, devido a esse desejo, em 1873, junto com Ira D. Sankey começou uma missão intensa no norte da Inglaterra, seguindo depois para a Escócia, onde espalhou uma onda de avivamento.
Além de seu trabalho evangelístico, fundou escolas e um Instituto Bíblico em Chicago. Levantou grandes donativos para auxiliar a Associação Cristã de Moços. Conduziu também inúmeras conferências para ministros, estudantes e obreiros cristãos.
Pregou seu último sermão no dia 22 de dezembro de 1899 para uma audiência de 15.000 pessoas, quando ganhou centenas de almas para Cristo.

O AVIVAMENTO DA RUA AZUZA

Willian Joseph Seymour (1906)

O pentecostalismo surgiu com o norte-americano Charles Fox Parham. Foi ele quem, pela primeira vez, elaborou essa definição teológica para o movimento que sublinhava o vínculo entre o “falar em línguas” e o “batismo com o Espírito Santo”. A glossolalia, fenômeno caracterizado por falar em línguas desconhecidas espontaneamente, tornou-se, então, a evidência inicial do batismo com o Espírito Santo.
Em 1900, Parham alugou a “Mansão de Pedra”, como era conhecida em Topeka, Kansas, para constituir uma escola bíblica chamada Betel. Cerca de 40 estudantes, motivados pelo movimento, ingressaram na escola para o primeiro e único ano de curso plenamente relacionado às doutrinas que envolviam a pessoa do Espírito Santo.
Em janeiro de 1901, os alunos de Parham se reuniram para orar e, neste dia, foram batizados com o Espírito Santo e passaram a emitir palavras desconhecidas. Esse foi o estopim para o movimento da rua Azuza.
Poucos eventos afetaram a história da igreja contemporânea tão profundamente quanto o avivamento da rua Azuza, cuja explosão é explicada por meio de uma renovação espiritual mundial calcada em princípios pentecostais. O personagem histórico central desse evento foi o pastor William Joseph Seymour, discípulo deParham. O movimento desenvolveu-se a partir de um pequeno armazém em Los Angeles naquela rua, número 312, justificando assim seu nome.
A contribuição do pregador Seymour foi essencial, pois, se não fosse por ele, talvez o pentecostalismo de Parham não tivesse passado de boatos. Daí para frente, Seymour se tornou o grande anunciador do movimento pentecostal. Em 1906, seus ensinos sobre as práticas de falar palavras desconhecidas trouxe grande quantidade de adeptos ao pentecostalismo e, dois anos mais tarde, sua igreja já mandava missionários para 25 países.

O advento da rua Azuza, de fato, estava exercendo profunda força, tanto centrípeta como centrífuga, no mundo protestante. Funcionava como um potente imã, atraindo líderes de diversos segmentos do protestantismo que desejavam conhecer o que estava ocorrendo ali. E também como centro irradiador da mensagem pentecostal, enviando grupos para diversas localidades do país e do mundo.
O pentecostalismo chegou ao Brasil trazido por operários imigrantes. Primeiro em 1910, pelo italiano Louis Francescon, fundador da Congregação Cristã no Brasil, e, Logo em seguida, em 1911, pelos suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, fundadores da Igreja Evangélica Assembléia de Deus. Foi expressiva também a contribuição da missionária Aimee Semple McPherson, fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular, iniciada no Brasil em 1951 pelo pastor Harold Edwin Willians. Todos eles, sem distinção, foram influenciados pelo avivamento da rua Azuza.
Enquanto isso, Seymour Continuou seu pastorado na rua Azuza até sua morte, em 28 de setembro de 1922. O edifício da igreja onde tudo começou foi destruído poucos anos mais tarde.Todavia, quando isso ocorreu, a chama pentecostal já havia atravessado fronteiras.
Hoje, há mais pentecostais no mundo do que luteranos, anglicanos. batistas tradicionais e presbiterianos somados. A maior igreja pentecostal do mundo possui cerca de 700.000 membros e está na Coréia do Sul.


Fonte: Revista Defesa da fé.



Os historiadores que se ocupam do Avivamento Pentecostal no século 20 são unânimes em mencionar a Rua Azusa 312, em Los Angeles, Califórnia, em 1906, como o centro irradiador de onde o avivamento se espalhou para outras cidades e nações.
A Rua Azusa transformou-se em poderosa fogueira divina, onde cente­nas e milhares de pessoas de todos os pontos da América, ao chegarem atra­ídas pelos acontecimentos e para ver o que estava se passando ali, eram batizadas com o Espírito Santo, e ao retornarem para suas cidades levavam essa chama viva que alcançava tam­bém outras pessoas.
Em um edifício de forma quadrangular, que anteriormente servira como armazém de cereais, passaram a se reunir milha­res de homens e mulheres sedentos da graça divina, para interceder pela sal­vação dos pecadores e clamar por um avivamento. Todos estavam desejosos de vida abundante, de uma vida de tri­unfo sobre o pecado.
O pastor William Joseph Seymour, que servia nessa igreja, não era pregador eloqüente; porém, seu cora­ção ardia de zelo pela pureza da Obra do Senhor, e sua mensagem era vivificada pelo Espírito Santo. Ele pre­gava a Palavra de Deus, anunciava a promessa divina, o batismo com o Es­pírito Santo, e em seguida, voltando a sentar-se em sua cadeira no púlpito, colocava o rosto entre as mãos, e no decorrer dos trabalhos ele não para­va de interceder, de pedir que Deus operasse de maneira extraordinária nos corações dos ouvintes. O que acon­tecia, então, é inexplicável: o poder de Deus caía sobre a congregação; a con­vicção das verdades divinas inunda­va os corações; o desejo de santidade dominava as almas; e, repentinamente, brotavam louvores dos corações; muitos eram batizados com o Espírito Santo, falavam em novas línguas; outros profetizavam; outros cantavam hinos espirituais.
A notícia desses acontecimentos foi anunciada em toda a cidade, inclusi­ve nos jornais seculares, que imedia­tamente enviaram repórteres para observar e descrever os fatos.
Os membros das várias igrejas, uns por curiosidade, outros por desejo de receber mais graça do céu, chegavam para ver com os próprios olhos aque­le fenômeno. Muitos deles traziam consigo a opinião de que tudo aquilo não passava de obra de fanáticos. Porém, todos saíam dali convencidos de que era um movimento divino, e trans­formavam-se em testemunhas e propagandistas do Movimento Pentecos­tal que se iniciara naquela ruazinha em Los Angeles.
Dentro em pouco os grandes cen­tros urbanos norte-americanos foram alcançados pelo avivamento. Uma das cidades que mais se destacaram e se projetaram no Movimento Pentecostal foi Chicago. As boas-novas do aviva­mento alcançaram, praticamente, todas as igrejas evangélicas da cidade. Em algumas, houve oposição da parte de uns poucos crentes, porém o avivamen­to triunfou, pois, além de outras carac­terísticas que o recomendavam, ele se destacava pelo espírito evangelístico e pelo interesse que despertava pelo evangelismo dos outros povos. Ou seja: cada um que se convertia, transforma­va-se também em missionário. Foi nes­sa ocasião que dois jovens suecos, Gunnar Vingren e Daniel Berg, tiveram em Chicago a experiência pentecostal e a chamada para o Brasil onde funda­ram o maior Movimento Pentecostal em todo o mundo.


Bibliografia E. Conde
        


          MOVIMENTO PENTECOSTAL NA HISTÓRIA

   O pentecostalismo é resultado de uma grande sede espiritual e em razão desta sede muitos grupos passaram a buscar a DEU intenssamente.Cristãos de varias denominações buscavam naqueles tempos de modernismo teológico e abandono da bíblia,um verdadeiro derramar do poder do alto.com a chegada dos dois grandes avivamentos nos estados unidos ,do pietismo ,do metodismo e do avivamento evangélico na Europa,pregadores calvinistas,luteranos e arminianos passaram a enfatizar o arrependimento e a piedade e a vida cristã.

           O PRINCIPIO DO AVIVAMENTO PENTECOSTAL SECULO 19.

  O final do seculo 19 e incio do 20 ,foi um tempo de incertezas,duvidas e uma época de imenssas sede espiritual .De um lado ,um decadente abandono das verdades bíblicas e de outro um dogmatismo frio e legalista ,tomaram conte das igrejas.Grupo de crentes criam e buscavam um poderoso avivamento vindo da parte de DEUS.Dentre estes crentes simples ,estavam os alunos do pequeno bethel bible college ,em topeka;estado americano do kansas.Esta escola foi fundada em 1900 por charles parhan,pastor metodista do movimento de santidade.Pouco antes do natal começaram a estudar atos dos apóstolos,e então ,ao estudar o capitulo 2 ,chegaram a conclusão que as línguas são evidencia inicial deste batismo de poder.

  Uma aluna chamada agnes ozman pediu aos colegas que impusessem as mãos sobre ela para que recebesse o batismo no ESPIRTO SANTO .115 PESSOAS estavam presente na véspera do ano de 1901 buscando a face do SENHOR,quando agnes receou o BATISMO NO ESPIRITO SANTO.Foi a primeira pessoa que temos noticia a ser batizadas no ESPIRITO SANTO no seculo 20 .

                      O AVIVAMENTO DA RUA AZUZA 1909

    Por cinco anos parhan e seus alunos pregaram o evangelho da fé apostólica por todo o sudoeste americano.Embora parhan fosse bem sucedido nalgumas reuniões,coube a um aluno seu,william seymor ,ser o difusor do movimento pentecostal.seymor ,era um pregador do movimento holiness..Em 1906 ,seymor foi pregar numa igreja de ascendencia africana do movimento hollines,é bom dizer que esta altura ,seymor ainda não ers batixado  no ESPIRITO SANTO ,porem ,sem ele o saber ,iria conduzir uma das maires reuniões avivalisticas da igreja,o chamando "avivamento da rua azuza"de 1909.Em pouco temop ,a igreja de seymor beirava 1.3 mim pessoas.Em todo o pais ,o avivamento da rua azuza se reproduziu ,e na cidade de chicago em particular,onde dois jovens imigrantes suecos receberam a promessa e posteriormente DEUS OS COMISSIONARIA PARA O BRASIL.

   A FORMAÇÃO DAS ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL                           
       DO dia para noite denominações inteiras iam se tornando pentecostais .E também centenas de grupos pentecostais estavam crescendo rapidamente .A maior parte destes grupos reuniram-se em littie rock,arkansas em 1914 e formaram as ASSEMBLEIA DE DEUS ,reconhecida como a denominação de mais crescimento nos ESTADOS UNIDOS.

                                      A EXPANSÃO DO MOVIMENTO PENTECOSTAL

   O avivamento pentecostal teve incio em TOPEKA ,na escola bíblia ,mas foi em LOS ANGELES ,NA rua AZUZA que ele alcançou notoriedade mundial.jornalistas ,ministros e leigos cristãos de varias denominações e de diversas partes do mundo ,iam até a rua azuza para se inteirar dos fatos que ocorriam e boa parte      deles tornavam-se pentecostais .Da rua azuza  o fogo pentecostal alastrou-se rapidamente por todo  mundo. (notas reflexão teológica do movimento pentecostal ad campinas/sp pp.17-18).


                                    A ORIGEM DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS

                           
A vida do jovem  pastor GUNNAR VINGREN E DO operario DANEL BERG ,foram afetadas pelo derramamento do ESPIRITO SANTO  em chicago em 1909.O que  chamou a atenção de GUNAR VINGREN para as missões transculturais foi a palavra profética de um irmão na fé e patricio olo ukiin,que dizia ser o para ,o lugar onde deus os enviara.Procurando uma biblioteca ,viram os dois jovens ,que era no brasil.bordo do navio clement rumaram ao brasil.Quando daniel e gunar chegaram a cidade de belem ,no para ,ninguém os estava esperando ,não sabiam falar portugues e vieram sem recursos finaceiros.Chegaram em belem ,os missionarios foram recebidos pelo pr.eurico nelson,também pastor da igreja batista de belem por ele fundada em 1897.Em principio ,foram residir no porão da igreja batista em belem,la PERMANECERAM HORAS E HORAS EM ORAÇÃO E JEJUM.os missionarios não tinham intenção de fundar uma nova denominação. 
    Enquanto não falavam portugues não tiveram problemas ,mas quando aprenderam portugues começaram a evangelizar e a ensinar a doutrina do batismo no ESPIRITO SANTO enfrentaram grande luta.DEUS SE FAZIA PRESENTE e os dons do ESPIRITO SANTO fluiam atravez dos missionarios .Irmã celina alburquerque recebeu o batismo no ESPIRITO SANTO,mas antes foi curada de um cancer ,ela foi batizada em 1911,no outro dia ,sua irmã maria nazaré recebeu o batismo de poder.Na pequena igreja houve opsições e grande resistencia aos ensinos dos missionarios.Desta maneira ,acirrando -se os animos ,os missionarios e o grupo de 19 pessoas que aderiam a promessa foram expulsos da igreja batista de belem entre jose placido da costa (o dirigente da igreja)e manoel rodrigues ,1°secretario da igreja.Gunar tornou-se o pastor do pequeno grupo de irmãos e daniel ocupou-se do trabalho de colportagem .Daniel singrou os rios ,e falou do amor de JESUS as pessoas que viviam isoladas da sociedade em matas e lugares inóspitos ,a nestes lugares levantaram-se vibrantes igrejas .gunar focou pastoreando na capital.
     EM 18/6/1911,na residencia de henrique albuquerque ,organizou -se a "missão da fé apostólica"que em 1918 passou a chamar-se "ASSEMBLEIA DE DEUS"..a PRIMEIRA IGREJA PENTECOSTAL DO BRASIL" foi ferozmente perseguida ,difamada ,não apenas pelos católicos ,mas também pelos evangélicos '"o evangelista raimundo nobre e o pr.erik nelson escreviam folhetos em que compatibilizavam  com as igrejas protestantes os dois missionarios "entretanto estes folhetos serviram de propaganda para o trabalho ,pois ,aguçava e não poucos eram salvas pelo SENHOR.                         

                                                  VISÃO MISSIONARIA

 EM 1913 .a pequena igreja igreja ASSEMBLEIA DE DEUS com apenas dois anos de vida realizou uma incrivel façanha ,enviando o primeiro missionario José placido da costa a portugual .Oito anos após o envio de Jose,a igreja despediu de José de mattos também enviado a portugal.Desde então as ASSEMBLEIA DE DEUS tem sido uma das denominações de mais visão missionaria ampla no brasil.O Pr.Joanyr de oliveira ,registra em seu livro ,que cerca de 70% das Ads estão envolvidas com a obra missionaria .Segundo dados da website da CGADB"convenção geral das assembleia de deus no brasil",as ads no brasil mantem hoje cerca de mais de 1.900 missionarios ,que estão trabalhando em todos s continentes.Da pionera de belem ,o movimento pemtecostal se alastrou por todas as regiões do brasil.Gunar passa a liderança da ad em  belem para SAMUEL NYSTROM e segue para o rio de janeiro ,para la plantar a boa semente .Os primeros crentes da AD eram zelosos e pregavam sem contrangimento por todas  ADS as partes.Logo outras missionarios começaram a chegar dando um impulso maior ao trabalho de evangelização.Dentre as personalidades mais expressivas das ASSEMBLEIA DE DEUS no passado ,alem daqueles missionarios que mencionamos podemos citar os seguintes nomes:Samuel nistrom.otto nelson,nels j.nelson .joel carlson etc.     

                                                      CRESCIMENTO  RÁPIDO  

    Elben Cesar  chama a atenção para o fato que nenhuma denominação evangélica cresceu tão rapidamente como a ADS.Nos primórdios anos (1911-1914),foram realizadas 384 batismos .No final da primeira década da existencia ,a AD estava estabelecida em sete estados da região  norte/nordeste (para,amazonas ,ceara ,rio grande do norte,paraiba,pernambuco e alagoas).Em apenas 33 anos de fundação (1911-1944),a AD já tinha ocupado todos os estados da federação.Na 8°  ASSEMBLEIA DA CGADB,realizada em SÃO PAULO ,em 1947 ,a AD já era a terceira maior igreja pentecostal do mundo,contando com mais de 100 mil fiéis.No congresso mundial das ASSEMBLEIA DE DEUS relizado em SÃO PAULO EM 1997,HAVIAM ENTRE 700 MIL A UM MILHÃO de assembleianos no campo de marte em São Paulo.
      A TRAJETÓRIA do movimento pentecostal dá novas configurações no atual quadro do critianismo no brasil,especialmente a igreja ASSEMBLEIA DE DEUS,que tem pautado suas ações na manutenção de uma teologia ortodóxa e em principios biblicos ,proporciomando aos seus menbros as condições neccessarias para viverem e testemunhando perante a sociedade.NESTE sentido ,max stackhouse diz"a religião ,mesmo teno uma dimenção privada,forma o caráter de uma pessoa é influencia a maneira como ela atuará na sociedade". (nota reflexão teoĺógica do movimento pentecostal ad campinas/sp).

                                       MEMORIAS DO AVIVAMENTO AZUZA

RELATO DO PASTOR PIONEIRO EM AZUZA REFLETE COMO RELEVANTES PONTOS DOUTRINARIOS ERAM INTERPRETADOS.   
Depois de um periodo de um periodo de oração ,o Senhor me mostrou que deveria voltar á reunião que havia sido transferido da RUA BONNIE BRAE PARA A RUA AZUZA,312 diz frank bartleman."Haviam alugado uma casa antiga de madeira que fora antes uma igreja metodista ,no centro da cidade ,e que durante muito tempo não fora usada para reuniões.Tornam-se um depósito de madeira velha e cimento ,mas agora limparam a sujeira e o entulho retirado foi suficiente para dar lugar a umas tabuas no meio do salão ,em cima de barris velhos.desta forma,dá lugar para cerca de 30 pessoas,se me lembro corretamente.Sentavam-se formando um quadrado uns para os outros.Senti tremenda força interior para ir a reunião daquela noite".frank bartlemam"Era minha primeira visita á missão AZUZA.Mamãe  wheaton,que estava vivendo conosco naquela época,iria tambebém.Ele era tão vagarosa no andar que eu mal conseguiria espera-la.Chegamos lá finalmente e encontrei cerca de 12 irmãos ,os irmãos de SEYMOUR dirigindo os trabalhos.
       Frank b."arca  do SENHOR' começou a se mover vagarosamente ,mas com firmeza em AZUZA.No principio era carregada nos ombros dos sacerdotes indicados por ele mesmo.Não tinhamos nenhuma"carroça nova na naqueles dias para agradar as multidões mistas e carnais.Tinhamos de combater contra satanas,mas a 'arca"não era puxada por bois.Os sacerdotes estavam "vivos para Deus",atravez de muita preparação e oração.O dicernimento não era perfeito ,e o inimigo tirou algum proveito disto,e trouxe algumas criticas ao trabalho ,mas os irmãos logo aprenderam a apartar o precioso do vil.Todas as forças do inferno estavam combinadas contra nós ,no principio.Nem tudo era bençãos.Na realidade ,a luta foi terrivel.Satanas procurava  como sempre ,para destruir o trabalho ,se possivel .Mas o fogo não podia ser apagado.Irmãos fortes haviam se reunido com ajuda do SENHOR.Aos poucos se levantou uma onda de vitória.MAS TUDO ISTO VEIO DE UMA PEQUENINA CHAMA.
  Frank b."preguei uma menssagem na minha primeira reunião em AZUZA,e dois irmãos falaram em linguás.Muita bençãos pareciam acompanhar estas manifestações.Logo todos já sabiam que o SENHOR estava operando na RUA AZUZA e pessoas de todas as classes começaram a  as reuniões.Muitos estavam apenas curiosos e não acreditavam ,mas outros tinham fome da presença do SENHOR.Os jornais começaram a ridicularizar e a debochar das reuniões ,oferecendo -nos ,desta maneira muita publicidade gratuita ..Isto trouxe as multidões.O diabo superou-se a si mesmo outra vez.Perseguições extremas nunca fazem mal á obra.Tinhamos de nos preocupar mais com os espiritos malignos que trabalhava dentro da obra.Até mesmo espiritas e hipnotizadores vieram investigar o que fasiamos e tentavam nos influenciar.Apareceram então todos os descontentes religiosos e charlatões ,procurando um lugar para trabalhar.Estes são os que nos causavam mais temor ,porquanto constituem sempre perigo para todos os trabalhos que estão sendo inciados,e não encontram guarida noutros lugares.Esta situação lançou medo sobre muitas pessoas ,o que foi quase insuperavel e impediu muito ação do ESPIRITO SANTO.Varias pessoas temiam buscar a DEUS por pensar que o inimigo poderia pega-las.
      FRANK B."Descobrimos ,logo no inicio que ,quando tinhamos de segurar a arca (1cr13.9),o SENHOR parava de trabalhar .Não ousavamos chamar muito a atenção do povo para o que o maligno tenteva realizar ,pois o resultado seria medo.Só podiamos orar:então DEUS nos deu vitória .Havia a presença de DEUS conosco atrvez da oração ;podiamos contar com ela.Os lideres tinham uma experiência bastante limitada ,e a grande maravilha é que o trabalho tenha sobrevivido contra seus poderosos adversarios.Mas era de DEUS.era este o segredo.

                             EXPERIENCIAS COM ESPIRITO SANTO EM AZUZA 

   FRANK B."Nos primeiros dias da missão AZUZA,tanto o ceu e inferno pareciam ter chegado a cidade.Os homens estavam a ponto de estourar e havia uma poderosa convicção sobre o povo em geral.As pessoas pareciam cair aos pedaços até na rua ,sem nenhuma provocação.Havia como que uma cerca em volta da missão AZUZA feita pelo ESPIRITO SANTO .Quando  o povo atravessava ,a sois ou tres quarteirões de distancia ,era tomado pela convicção dos seus pecados.O trabalho era cada vez mais claro e forte em AZUZA.Deus operava poderosamente .PARECIA QUE TODOS TINHAM QUE IR A RUA AZUZA.Havia missionarios vindos da africa .india ,e ilhas oceanicas.
       FRANK B."pregadores e obreiros atravessava o continente ,e vinham de ilhas distantes ,motivados por uma atração irresistivel por los angeles."congregai meus santos"sl 50.1-7).Haviam sido chamados para assistir ao PENTECOSTES,embora não soubessem.Era chamados de DEUS  O QUE ESTAVA OCORENDO LA.Reuniões indenpendentes ,em lonas e reuniões ,começaram a fechar por falta de gente.Seus membros estavam todos em AZUZA.O irmão e a irmã   garr fecharam o auditório "sarça ardente "e vieram a AZUZA para serem batizados no ESPIRITO SANTO,E LOGO FORAM PARA INDIA ESPALHAR A CHAMA.Houve muita perseguição ,principalmente por parte da imprenssa.Escreviam coisas incriveis ,mas isso só fazia que mais gente viesse.Muitos deram ao movimento seis meses de vida.Em pouco tempo havia reuniões noite e dia sem interrupção.Todas as noites a casa estava lotada.Todo o prédio em cima e embaixo havia sido esvaziado e estava sendo utilizado .
   O amor divino se manifestava maravilhosamente nestas reuniões.Não se permitia nem sequer uma palavra indelicada contra os inimigos ou outras igrajas.A menssagem era o amor de DEUS.Era e como se o primeiro amor da igreja primitiva houvesse retornado.O BATISMO NO ESPIRITO SANTO como o recebiamos no principio,não permitia que penssacemos o mal contra qualquer criatura.O ESPIRITO  SANTO era muito sensivel ,como uma pomba delicada.A pomba não fel,sabiamos ,imediatamente ,quando magoavamos o ESPIRITO SANTO POR MEIO de um penssamento ou de uma palavra.Pareciamos viver num mar de puro amor divino.O Senhor lutava por nós naqueles dias.Nós nos submetemos ao seu julgamento em todos os assuntos,nuca buscando defender o nosso trabalho ou a nossa pessoa.Viviamos em sua maravilhosa e real presença.E nada contrario ao seu puro espirito santo ERA PERMITIDO.
     O falso era separado do real pelo santo espirito de DEUS.A propia palavra de DEUS era que resolvia todos os assuntos.O coração do povo,tanto em ação como em motivação ,era descoberto até o cerne mais profundo .Não era nenhuma brincadeira tornar-se menbro do grupo (atos 5..13)a não ser que levasse as coisas a serio ,e quisesse ir até o fim.Naquele tempo,para receber o batismo era necessario passar pela morte e por um processo de purificação .Tinhamos uma sala especial em cima para aqueles que buscavam com mais fervor o batismo ,embora muitos fossem batizados no ESPIRITO SANTO também em plena reunião.Muitas vezes eram batizados enquanto estavam sentados .Na parede da sala especial estava escrito "é proibido falar"Não sabiamos nada de conquistar pelo barulho naquela época".
   FRANK B."O espirito santo operava profundamente.Uma pessoa inquieta ou que falasse sem pensar era logo reprendida pelo ESPIRITO SANTO.Estavamos sem terra santa.Esta atmosfera era insuportavel para os carnais .Geralmente passavam bem longe daquela sala,a não ser que já houvessem sido subjugados e esvaziados pelo ESPIRITO SANTO.SÓ IAM PARA OS QUE VERDADEIRAMENTE BUSCAVAM A DEUS OS QUE ESTAVAM SÉRIOS COM ELE.Este não era um lugar para manifestações emotivas nem para desmaios ou dar vazar a sentimentos negativos.Os homens não gritavam naquele tempo.Eles busvam a misericórdia do SENHOR,diante do seu trono.SUA atitude era de quem tirava os sapatos por estar em terra santa.

                                    AÇÃO DO ESPIRITO SANTO NA MUSICA 

     FRANK B."                  Sexta -feira 15 de junho ,em AZUZA ,o ESPIRITO DERRAMOU o coro celestial em minha alma.Encontrei -me de repente ,unindo -me aos demais que haviam recebido esse dom sobrenatural.Era uma manifestação espontanea  e de tal arrebatamento que nenhuma língua humana poderia descrever.No incio esta manifestação era maravilhosamente pura e poderosa.Ninguém poderia compreender esse dom de canticos em línguas espirituais além daqueles atravez dos quais se manifestava.Era realmente um novo cantico no ESPIRITO .Quando o ouvia pela primeira vez numa reunião ,um grande desejo entrou em minha alma por recebe-lo.Achava que expressaria muito bem todos os meus sentimentos reprimidos.Eu ainda não falara em linguas.A nova canção ,no entanto ,me conquistou.Era um dom de alto nivel e apareceu entre nós logo no começo do trabalho em AZUZA.Ninguem havia pregado sobre isso. O senhor havia derramado sobrenamentente o "restante do azeite"o batismo e chuva seródia.Manifestava-se á medida que o ESPIRITO SANTO impulsionava as pessoas que tinham o dom ,individualmente ou em grupo.As vezes era sem palavras ,outras vezes em linguas.O esfeito sobre o povo era maravilhoso.Havia uma atmosfera celestial ,como se os própios anjos estivessem presentes e houvesse se se unido a nós.Provavelmente isto ocorria mesmo parecia fazer cessar toda critica e oposição ,e era dificil até para os impios nega-lo ou ridiculariza-lo.
          FRANK B."  Alguns condenam esses canticos novos sem palavras.Mas não foi o som  dado antes de linguagem?E  não inteligencia sem linguagem?Quem compos a primeira música?Temos sempre se seguir a composição da algum homem que veio antes de nós?Somos por demais adoradores da tradição.O falar em linguas não esta de acordo com a sabedoria ou com conhecimento humano.E por que não um  dom de canticos espirituais?De fato ,estes são um desafio aos canticos religiosos de ritmo moderno que usamos hoje.E provavelmente foram dados com este proposito.Entretanto ,alguns do antigos hinos são muito bons da cantar também ,e não devem ser despezados.Alguem disse que cada novo avivamento traz sua própia hinologia.E isto realmente aconteceu conosco.No principio ,em azuza ,não tinhamos instrumentos musicais.Na realidade ,não sentiamos necessidade deles.Não havia lugar para ele sem nosso louvor.Tudo era esponteneo.Não cantavamos nem com hinarios.Todos os hinos antigos eram cantados de memória .vivificados pelo ESPIRITO SANTO"era provavelmente o mais cantado."veio o consolador".Cantavamos com coração cheios dessa experiência nova e poderosa.OH,como o poder de DEUS NOS ENCHIAe nos comovia.Os hinos sobre o sangue de jesus também eram muito populares."a vida esta no sangue".as experinecias do sinai ,calvario e pentecostes tinham seus lugares certos no trabalhos em azuza.Contudo ,as novas canções eram totalmente deferentes,pois não podiam ser falsificados com sucesso.O corvo não podia imitar a pomba.
    FRANK B."  Mais tarde começaram a desprezar esta dom o ser humano se impos outra vez.Colocaram-no para fora com o uso do hinario  e hinos selecionados pelos lideres.Os  ANTIGOS HINOS SÃO PROFANADOS pelas mudanças e procuram produzir novos estilos todos os anos para que haja as vezes mais lucro.Há muito pouca coisa espiritual neles.naqueles dias era sopro de DEUS tocando as cordas dos corações das pessoas ou nas cordas vocais .As notas eram maravilhosamente doces no volume como na duração.Eram as vezes impossiveis humanamente ,era o cantar no ESPIRITO.

                                       A LIDERANÇA DA RUA AZUZA

         O irmão seymour foi aceito como lider nominal.Mas não havia papa ou hierarquia.Eramos todos irmãos.Não tinhamos progamas humanos.O SENHOR MESMO LIDERAVA .,não havia uma classe sacerdotal.Estas coisas surgiram depois ,a medida que o movimento se distanciou .No  principio não tinhamos nem plataforma ,nem pulpito.Todos estavam no mesmo nivel.Os ministros eram servos na verdade concepção da palavra.Não homenageavam os homens pelo que tinham a mais de recursos ou instrução ,mas pelos dons que DEUS lhes dera.O irmão Seymor geralmente ficava sentado atras de duas caixas vazias uma em cima da outra.Usualmente mantinha a cabeça dentro de uma delas,durante o culto em oração.Não havia orgulho aqui.OS cultos eram quase que continuos   .Almas sequiosas podiam ser encontradas sob o poder de DEUS quase a qualquer hora de dia ou de noite.Nunca o local estava fachado ou vazio.O povo vinha encontrar-se com DEUS,ele estava ali;por isso a reunião era continua e não carecia de liderança.
      FRANK B." A presença de DEUS tornava-se mais e mais maravilhosa.Naqueles antigo prédio de teto baixo e piso descoberto.O orgulho  e a auto afirmação  a auto importancia e a auto estima não podiam sobreviver ali .o ego religioso  pregava rapidamente seu pŕopio sermão de aniquilação.Nenhum, assunto ou pregação  era anunciado de antemão e nenhum pregador especialista para essa hora.Ninguem sabia o que queria acontecer e nem o que DEUS faria.Tudo era esponteneo ,comando pelo ESPIRITO.QUERIAMOS OUVIR DEUS ATRAVEZ DE QUEM ELE FALASSE.!Não faziamos acepção de pessoas .Os ricos e cultos eram iguais aos pobres ,ignorantes ,e eram  muito mais dificil para aqueles morrerem.Só reconheciamos a DEUS,todos eram iguais.Nenhuma pessoa poderia gloriar-se na sua presença,,e ele não podia usar quem tivesse opiniões própias.Eram reuniões do espirito santo ,guiadas pelo SENHOR.
       O  avivamento tinha de começar num ambiente humilde para o elemento egoista  e humano não encontrasse...Todos caiam a seus pés com humildade.todos  se assemelham e tinham tudo em comum ,neste sentido pelo menos. O teto era baixo e por isso as pessoas altas deviam dobrar-se.Ao chegarem a azuza já tinham se humilhado ,e estavam preparadas para  as bençãos .Aforegem estava preparada para ovelhas ,,todos podiam alcança-las.As reuniões começavam espontaneamente com testemunhos,louvor e adoração.Os testemunhos nunca eram apressados pela agitação do homem.Não tinhamos um progama preestabelecido que tinha de ser empurrado de qualquer maneira.Nosso tempo pertencia a DEUS,tinhamos verdadeiros testemunhos vindos com experiencias,se não for assim,,quando menores forem os testemunhos melhor é.Uma duzia de pessoas as vezes estavam de pé tremendo sob o poder DEUS.Não precisavamos que um lider nos indicasse o que fazer,mas também não havia desordem.Estavamos absorvidos em DEUS nas reuniões atravez da oração.As nossas mentes estavam voltadas exclusivamente para ele e todos lhe obedeciam com mansidão e humildade,em honra nos ..... uns aos outros (rm12:10).

      FRENK B."O senhor podia irromper atravez de qualquer de um.Oravamos por isso .Alguem finalmente ficava de pé ungindo com a menssagem .Todos reconheciam isso e permitiamos que acontecesse.Podia ser uma criança ,um homem ou mulher.Podia ser do banco da traz ou da frente,não fazia diferença.regozijavamos na obra  do SENHOR,ninguém  queria aparecer,só penssavamos em obedecer ao SENHOR.N a verdade havia uma tal atmosfera divina que só um tolo se colocaria de pé sem verdadeira unção.e mesmo assim açao duraria muito.As reuniões eram controladas pelo ESPIRITO diretamente do trono da graça.Verdadeiramente foram dias maravilhosos "..

                             DEUS TRATA COM O BATISMO NO ESPIRITO SANTO 

                                                     FRANK .B.
  Homens presunçosos as vezes apareciam em nosso meio,especialmente pregadores que tentavam espalhar suas própias idéias,porem duravam pouco,ficavam sem folego ,suas mentes vagavam ,não podiam continuar,nunca vi ninguém que tivesse tido sucesso naqueles dias;lutando contra o pŕopio DEUS.Ninguem precisa interrompe=lo ,simplesmente ORAVAMOS SE O ESPIRITO SANTO FAZIA O RESTO"Queriamos que o ESPIRITO controlasse tudo,ele os confundia logo.Eram carregados para fora os mortos espiritualmente falando.Geralmente  se humilhavam até o pó ,passando o mesmo processo pelo qual passaremos.Em outras palavras .eram esvaziadas de si mesmo;depois se viam com todas as suas fraquezas e com humildade de criança confessava tudo;DEUS os  "ENTÃO  TRANBORDAVA -OS PODEROSAMENTE ATRAVEZ DO BATISMO NO ESPIRITO SANTO""O VELHO HOMEM MORRIA".COM TODO SEU ORGULHO E ARROGANCIA E  BOA OBRA".No meu começo diz frank b.passei não me suportar.,supliquei a DEUS que colocasse uma cortina entre mim e meu passado ,de tal forma que apagasse até mesmo as minhas derradeiras ações.O senhor mandou que esquecesse cada boa ação como se nunca tivesse realizada;e que prosseguisse adianta como se nunca tivesse feito nada para ELE para que as minhas obras não tornassem uma armadilha contra mim mesmo.Viviamos coisas maravilhosas naqueles dias .Até homens muito bons chegaram a desprezar-se quando viam a luz mais clara de Deus.OS pregadores é que custavam a se entregar,tinham muito para entregar a morte,tanta fama de boas obras ,quando entretanto ,DEUS finalizava sua obra neles com alegria viravam uma pagina e começavam outro capítulo.Portanto havia uma razão para ele lutarem tanto .a morte não é uma razão para eles lutarem tanto ,a morte não é uma experiência agradavel ,e os homens fortes custam a morrer.

       O irmão ansel post diz Frank b. um pregador batista estava sentado numa cadeira no meio da sala numa reunião a noite ,de repente veio sobre ele o ESPIRITO SANTO,deu salto e começou a louvar a DEU Sem linguas abraçando todos os irmãos que pode,estava cheio do amor  de DEUS,mais tarde foi para egito como missionario. 


 Estamos no seculo do centenário só pentecostalismo em solo brasileiro ,sem dúvida alguma o maior movimento de renovação da história da igreja.Nesses mais de cem anos de história é possível percebemos que o pentecostalismo se distingue dos demais movimentos de renovação da igreja graças a sua própria identidade-a doutrina do batismo no ESPRITO SANTO.Foi a  crença de que os crentes poderiam viver a mesma experiência dos primeiros anos do seculo 20 ,o movimento pentecostal.O pentecostalismo é uma prova inquestionavel de que as palavras de Jesus ,registradas nos evangelhos (jo14:16,26;15.26;16.7).(rev.manual do obreiro cpad).

 Aqui faremos uma exposição sobre o que consideramos ser o o principal fundamento pentecostal,isto é a doutrina do batismo .Mas diferente de uma anualize de natureza puramente subjetiva,desejo fazer uma reflexão sobre essa importante doutrina a partir do seu lado pratico e evidente.Posteriormente iremos anualizar alguns dos mais importantes pressupostos dessa identidade pentecostal.Como todo movimento que causou impacto na historia ,o pentecostalismo também possui seus atores e seus ícones.Sem dúvida os nomes de frank bartleman ,donald gee,para citar a primeira e segunda geração ,são verdadeiros icnes dessa história.Em um momento em que o pentecostalismo parece se afastar e até mesmo querer renunciar sua principal identidade ,faz -se necessário passarmos a nossa história em revista.

                                     FRANK BARTLEMAM 

     Frank bartlemam (1871-1936)foi um importante evangelista do movimento de santidade norte americano que recebeu noticias do avivamento no pais de gales,ocorrido em 1904,,passando a dedicar a sua vida a orar e publicar livros e folhetos conclamando outros a orar e buscar um avivamento para cidade de los Angeles,califórnia.No seu livor Azuza:a historia do avivamento ,ele narra sua experiência pentecostal do batismo no Espirito santo."no dia 16 de agosto (1906),á tarde ,o Espirito Santo se manifestou atravez de mim,por meio das linguás .Estávamos em sete ,naquela ocasião.Era um dia de semana.Apos alguns testemunhos e louvor ,tudo ficou quieto,e eu andava silenciosamente de um lado parado ou ,louvando ao Senhor no meu espirito.De repente ,uma vos forte falando em uma língua que eu não conhecia.Mais tarde ,ouvi sobre uma experiencia semelhante na índia.Parecia arrebatar-me e satisfazer totalmente toda a tendencia ao louvor que estava presa dentro de mim.Em poucos instantes ,encontrei-me com algo que independia de minha vontade própria ,enuviando com minhas cordas vocais os mesmos sons que antes ouvira .Era a continuação exata do que eu ouvira alguns minutos.Parecia-me língua perfeita ,senti-me como um espectador.Entreguei -me inteiramente a Deus e fui com simplicidade carregado por SUA vontade,como por um riacho divino.Eu poderia ter me calado se quisesse ,mas não o faria por nada neste mundo.Uma sensação de consiencia celestial se seguiu.E impossível descrever a experiência com precisão .Deve ser expirimentada para ser apreciada.Não houve esforço de minha parte para falar ,e nem a menor luta contra este fluir espontâneo.A experiência era sagrada: O ESPIRITO SANTO  tocava nas minhas cordas vocais como uma harpa sendo tangida pelo vento.Tudo que foi dito foi completa surpresa para mim,pois nunca me esforçava para falar em línguas.PELO contrario ,porque eu não podia compreende-las com minha mente natural,tinha até medo da experiência.Este foi relato da experiência de Frank Bartlemam (1871-1936).(rev.manual do obreiro cpad) 

                   EXPERIÊNCIA DO PASTOR DONALD GEE

 Por outro lado ,Donald gee (1891-1966),foi pastor ,escritores um dos maires lideres renomados do pentecostalismo britânico.GEE se tornou-se um dos maires mestres dentro do movimento pentecostal,tendo escrito vários livros sobre os dons espirituais.GEE descreveu sua experiência pentecostal da seguinte forma:"numa noite de quarta feira em março de 1913,toquei orgão no culto de meio de semana na igreja congregacional(que terminava as 21h pontualmente),e depois corri para desfrutar do restante de reunião de highbury new park).Depois do termino da reunião (aproximadamente ás 22:30min),o irmão que vinha dirigindo o culto ,um respeitável pastor irlandês,colocou-me á prova numa espécie de catecismo .-Tem certeza da salvação?-sim-já é batizado?sim.-já é batizado com o ESPIRITO SANTO?-não-porque não?expliquei lhe a minha versão a "espera"que pareciam uma eternidade.Ele incentivou-me dizendo que isso não era necessário.E,abrindo a sua bilbia ,leu para mim lucas 11:13,e depois marcos 11:24.Então perguntou-me se eu acreditava nesses versículos.Garaebti-lhe que sim,e no momento em que demonstrei-lhe minha fé ,era como se Deus jorrasse do céu para o interior do meu coração ,uma certeza absoluta de que essas promessas esatavam sendo realmente cumpridas em mim.Não tive uma manifestação imediata,mas fui para casa tremendamente feliz,tendo já recebido o batismo com o ESPIRITO SANTO"pela fé",compreendi nitidamente ,entretanto ,fato de que nessa experiência eu havia crido na Palavra DE DEUS,porque tratava-se de manifestação bíblica do Espirito Santo,como no livro de atos e,assim,eu cri totalmente e não pensei em mais nada.Desde aquele instante ,minha alegria e satisfação foram intensas,até que aprendi ,com dificuldade como expressar_me na oração e louvor.Certeza de que Deus havia cumprido de fato sua promessa dava-me convicção.Expirimentei  uma nova plenitude acima das palavras,e descobri que tornava -me cada vez mais dicificil adequar minha voz todo o louvor existente em minha alma.Essa situação continuou duranta duas semanas aproximadamente,e então ,numa noite ,quando estava orando sozinho ao lado de minha cama antes de dormir ,,e quando novamente não encontrei nenhuma palavra em inglês adequada para expressar o transbordamento de minha alma ,descobri que estava começando a balbuciar palavras em uma nova língua .Eu estava numa de êxtase espiritual ,e lancei-me inteiramente no SENHOR .Pela primeira vez,eu ,pessoalmente senti a experiência registrada em 1 cor 14.2.Um louvor crescente afluía agora em minha alma também nas reuniões ,até que comecei a falar em outras línguas publicamente.Cantava muito em outras línguas também quando a pequena congregação era visitada pelo ESPIRITO SANTO a esse fim durante nossos momentos de oração e adoração.Toda minha experiência cristã foi evolucionada.Eu não procurava mais aqui e ali por benção espiritual-eu havia recebido.Todo meu prazer estava na oração,no estudo da bíblia e na comunhão dos irmãos  em Cristo."(rev.manual do obreiro cpad).

                                      STANLEY HORTON  

    O que bartlemam  e gee foram para o pentecostalismo clássico nos seus primeiros anos ,Stanley Horton 1916 o é para atual geração .Horton é neto de Élmer Fischer ,um dos pioneiros do movimento pentecostal,e  é considerado um dos maiores teólogos das Assembleia de Deus norte americana.Em seu livro o avivamento pentecostal as origens e o futuro do maior movimento espiritual de todos os tempos ,relatou sua experiência pentecostal"quando eu tinha 14 anos ,Horton ,meu irmão mais novo e eu passamos o verão com minha tia Ruth ,irmã de minha mãe ,e seu marido ,Wesley r.steelberg ,,pastor da Assembleia de DEUS  em sacramento.Certa vez ,na convenção dos embaixadores pentecostais para cristo ,fui a frente orar com os outros jovens.A presença do Senhor tornou-se tão real que desliguei-me de tudo ,perdendo a noção do tempo.Finalmente um homem bateu no meu ombro e perguntou;você esta bem?As luzes estavam quase todas apagadas ,as pessoas já tinham ido embora,mas não recebi o batismo no Espirito Santo,talvez eu estivesse um pouco hesitante,devido a um fato ocorrido quando eu tinha oito anos.
    Em resposta ,o Senhor faça-me-me lembrar de meu avo,Samuel Horton fez uma delicada operação .Ele tinha 75 anos de idade.No ano de 1936 recebi o batismo no Espirito Santo.O mesmo Espirito Santo tornou Jesus bem real para mim.Pude sentir o seu toque e a sua presença como nuca antes na minha vida.Porém ,com havia falado  apenas algumas palavras em línguas e ainda não totalmente estabelecido da experiência anterior ,comecei a peguntar-me se o que eu havia recebido era realmente o que buscava.Na noite seguinte ,prostei-me diante do altar em oração ,ninguém acercou-me de mim para orar em meu favor ,porque eu já era batizado.Aquilo poderia ter sido um equivoco.As pessoas batizadas precisavam ser encorajadas a prosseguir.Não obstante ,eu disse "Senhor;-se há  nisso ,então eu o desejo." imediatamente ,abri-me uma torneira.E as línguas jorraram.Por quase duas semanas não me foi possível  falar em inglês"(nota rev.manual do obreiro cpad).  

   REGISTROS DA HISTÓRIA DA IGREJA DEMONSTRAM O ATUALIDADE OU CONTINUIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS E O BATISMO NO ESPIRITO SANTO.                      
   Emilio Conde justificou a escolha do título do livro lançado em 1951,O TESTEMUNHO DOS SECULO CPAD,asseverando que na história da igreja encontramos os seculos dando testemunho de que esta obra não sofreu solução de continuidade.Sempre houve cenas mais ou menos iguais as do dia de pentecostes.Quando  e onde  houve um ou mais crentes rendidos ao Senhor e desejos de se submeter inteiramente a ELE,foi lhe e é propicio o recebimento do batismo e os dons.O historiador  lucas registrou  que o apostolo pedro pregou para multidão atônica no dia de pentecostes ,atos 2:38.Mais adiante em seu livro atos dos apóstolos lucas descreve que os crentes que a acompanhavam pedro na casa de cornélio ,em Cesaréia   atos 10:45.O ESPIRITO SANTO e todas as suas obras maravilhosas são um dom,uma dadiva dos céus aos que que crêem.
   Atravez dos seculos ,o SENHOR NUNCA DEIXOU DE DERRAMAR O ESPIRITO SANTO SOBRE O SEU POVO,ORA MAIS ,ORA MENOS".Na verdade há fatos históricos que são verdadeiros elos que ligam o movimento pentecostal atual com os anteriores.Esse fenômenos seguem uma linha reta sob a liderança do ESPIRITO SANTO,não sendo obra  humana.jesus disse  em jo 3:8.Assim como o vento ,embora invisível ,é identificado por sua atividade e pelo seu sonido,assim também ó ESPIRITO SANTO é observado pela sua atividade sobre os nascidos de novo e pelo seu efeito sobre eles.Mas por que os historiadores não foram prodígios nos relatos dos avivamentos que se manifestaram no cristianismo a partir do segundo seculo?Emilio apontou algumas razões:Eles foram muitas vezes mal informado a respeito do caráter espiritual desse despertamentos períodos,e deixaram de registrar o que realmente aconteceu ,para informarem  de forma diversa.(rev.manual do obreiro cpad).
   Haviam INTERRESE EM ESCONDER a verdade sobre esses avivamentos,por parte dos que desejavam esmagar manifestações assim,apontadas como fanatismo e heresia .Muitos informaram coisas torpes a respeito .Os detentores dp poder não viam com bosn olhos as manifestações do ESPIRITO SANTO.Pois nelas havia sempre uma repreensão para os maus governadores.Os cléros ,igualmente ,temiam essas manifestações,porque elas falavam de um caminho mais excelente ,condenavam inovações que começavam a entrar na igreja,causticavam sem piedade os que se desviavam ,e os que buscavam de duas funções dentro da igreja"Conde concluiu:"ora ,é claro que diante de tanta pressão ,poucos historiadores se atreviam a contar os fatos tal qual aconteciam:não estavam dispostos a contrariar os poderosos ,publicando coisas palas quais pudessem ser tachados de hereges.Eis porque a historia não registra muitas cenas de avivamentos que ocorreram.
    Mas algumas dessas manifestações ficaram registradas aqui e ali,providencialmente ,a fim de sabermos algo a respeito dos avivamentos do ESPIRITO SANTO nos primeiros seculos.Entretanto ,o pouco que encontramos é mais que suficiente para provar que o pentecostes se tem repetido e se está repetido ainda",portanto ,o pentecostes foi o preludio ,o inicio de outros pentecostes que a historia registra.(rev.manual do obreiro cpad).



                               AVIVAMENTOS NA EUROPA

    Após a reforma a história da igreja evangélica  na Alemanha não é muito alegre.Foi um período sombrio marcado por disputas teológicas fúteis,de discórdias entre luteranos e reformados que somente veio a se encerrar com a chamada "formulada concórdia"em 1577.  
   OS PIETISTAS:Neste período floresceu na Alemanha um movimento que visava renovar a igreja ,este movimento foi chamado de 'PIETISMO".Seus lideres foram os pastores  Felipe Jacó espiner(1635-1705)juntamente augusto herman,pregavam sem rodeios sobre o pecado e seus efeitos e a necessidade de arrependimento.Entre os que foram atingidos pela palavra ungida dos pietistas estava o conde nicolau zizenford(1700-1760).
OS MORÁVIOS:Oconde zizenfordorf reuniu em suas terras um grupo de pessoas remanecentes da obra de jhon huss ,estabelecendo -se em condado ,formação desta comunidade que tomou o nome de hermut.Em 21/8/1732 partiram para india os primeiros missionários morávios.Em 1832 ,após um seculo de atividade missionaria ,os morávios contavam com 41 estações missionários,40.000 convertidos batizados e 208 missionários.Cinquenta anos depois contavam com 700 estações missionarias 83.000 convertidos batizados 335 missionários.Até pouco tempo os moravios enviaram um missionario a cada 25 membros.não é um desafio para noś?

                                             AVIVAMENTO EVANGÉLICO:

Na inglaterra a igreja anglicana estava em decadência espiritual.O unitarismo infectou as igrejas presbiterianas e as batistas de forma geral.Foi um período turbulente ,porem ,DEUS começou a soprar um vento de restauração a partir do pais de gales,atravez da pregação poderosa de griffith jones,dael rowlands e hwel harris.
 O METODISMO:Numa época em que a igreja anglicana caira num formalismo sem vida ,DEUS levantou jhon weslei e george withelfield para pregar a palavra de DEUS no poder do ESPIRITO SANTO .Jhon WESLEI CHARLES WESLEI ,WITHEFIELD e outros estudantes da universidade de OXFORD,fundaram em 1729  o CLUBE SANTO ,com objetivo de aprofundarem mais a piedade cristã.eram muito metódico em em afazeres.Por zombarem alguns de seus colegas ,os apelidarem de metodistas.Em 1735,withefield encontrou perdão para seus pecados ,sentiu como dizia "uma paz inexpremivel".Seu primeiro sermão era sobre pecado,que escandalizou a muitos ,porem ,quinze pessoas foram salvas.withefield rejeitava por completo a falsa doutrina da regeneração batismal que era pregado na igreja anglicana ,ele pregava a premente necessidade do novo nascimento como jesus ensinou.Orlando boyer nos diz que withefield pregava a 10 mil pessoas diariamente .Ele foi um dos mais poderosos pregadores de todos os tempos ,homem de jejum e oração.Conta-se que quando pregava sobre un cego caindo no abismo ,a descrição que fez foi tão vida que um dos ouvintes começou a gritar:ele caiu ,o cego caiu.Quando gorge withelfield visitou a América em 1738,na época colonia ,causou impacto profundo num jovem ministro chamado jonatas eduards.
      Estudiosos afirmam que o movimento liderado por wesley e withelfield salvou a Inglaterra de uma revolução igual a revolução dos francesa.Não podemos deixar de mencionar a grande contribuição musical para a igreja ,de Charles (1708-1788),o grande hinólogo do metodismo.



          AVIVAMENTO NA INGLATERRA JORGE WHITEFIELD 

          George Whitefeld   Pregador ao ar livre  (1714-1770)  

                       Fonte(Orlando Boyer,Herois da fé,cpad,1985,pp.73-84)

Mais de 100 mil homens e mulheres rodeavam o prega­dor, há mais de duzentos anos, em Cambuslang, Escócia. As palavras do sermão, vivificadas pelo Espírito Santo, ou­viam-se distintamente em todas as partes que formavam esse mar humano. É-nos difícil fazer uma idéia do vulto da multidão de 10 mil penitentes que responderam ao apelo para se entregarem ao Salvador. Estes acontecimentos ser­vem-nos como um dos poucos exemplos do cumprimento das palavras de Jesus: "Na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fa­rá maiores do que estas, porque vou para meu Pai" (João 14.12).
Havia "como um fogo ardente encerrado nos ossos" deste pregador, que era Jorge Whitefield. Ardia nele um zelo santo de ver todas as pessoas libertas da escravidão do pecado. Durante um período de vinte e oito dias fez a incrí­vel façanha de pregar a 10 mil pessoas diariamente. Sua voz se ouvia perfeitamente a mais de um quilômetro de distância, apesar de fraco de físico e de sofrer dos pulmões.Não havia prédio no qual coubessem os auditórios e, nos países onde pregou, armava seu púlpito nos campos, fora das cidades. Whitefield merece o título de príncipe dos pregadores ao ar livre, porque pregava em média dez vezes por semana, e isso fez durante um período de trinta e qua­tro anos, em grande parte sob o teto construído por Deus -os céus.
A vida de Jorge Whitefield era um milagre. Nasceu em uma taberna de bebidas alcoólicas. Antes de completar três anos, seu pai faleceu. Sua mãe casou-se novamente, mas a Jorge foi permitido continuar os estudos na escola. Na pensão de sua mãe, fazia a limpeza dos quartos, lavava roupa e vendia bebidas no bar. Estranho que pareça e ape­sar de não ser salvo, interessava-se grandemente pela lei­tura das Escrituras, lendo a Bíblia até alta noite prepa­rando sermões. Na escola era conhecido como orador: Sua eloqüência era natural e espontânea, um dom extraordiná­rio de Deus, dom que possuía sem ele mesmo saber.
Custeou os próprios estudos em Pembroke College, Ox­ford, servindo como garçom em um hotel. Depois de estar algum tempo em Oxford, ajuntou-se ao grupo de estudan­tes a que pertenciam João e Carlos Wesley. Passou muito tempo, como os demais do grupo, jejuando e esforçando-se para mortificar a carne, a fim de alcançar a salvação, sem compreender que "a verdadeira religião é a união da alma com Deus e a formação de Cristo em nós."
Acerca da sua salvação, escreveu algum tempo antes de morrer: "Sei o lugar onde... Todas as vezes que vou a Ox­ford, sinto-me impelido a ir primeiro a este lugar onde Je­sus se revelou a mim, pela primeira vez, e me deu o novo nascimento".
Com a saúde abalada, talvez pelo excesso de estudo, Jorge voltou a casa para recuperá-la. Resolvido a não cair no indiferentismo, inaugurou uma classe bíblica para jo­vens que, como ele, desejavam orar e crescer na graça de Deus. Visitavam diariamente os doentes e os pobres e, fre­qüentemente, os prisioneiros nas cadeias, para orarem com eles e prestarem-lhes qualquer serviço manual que pudes­sem. Jorge tinha no coração um plano que consistia em pre­parar cem sermões e apresentar-se para ser separado para o ministério. Porém quando havia preparado apenas um sermão, seu zelo era tanto, que a igreja insistia em ordená-lo, tendo penas vinte e um anos apesar de ser regra não aceitar ninguém para tal cargo, com menos de 23 anos.
O dia antes da sua separação para o ministério, passou-o em jejum e oração. Acerca desse fato, ele escreveu: "À tarde, retirei-me para um alto, perto da cidade, onde orei com instância durante duas horas, pedindo a meu favor e também por aqueles que estavam para ser separados comi­go. No domingo, levantei-me de madrugada e orei sobre o assunto da epístola de Paulo a Timóteo, especialmente sobre o preceito: 'Ninguém despreze a tua mocidade'. Quando o ancião me impôs as suas mãos, se meu vil cora­ção não me engana, ofereci todo o meu espírito, alma e cor­po para o serviço no santuário de Deus... Posso testificar; perante os céus e a terra, que dei-me a mim mesmo, quan­do o ancião me impôs as mãos, para ser um mártir por aquele que foi pregado na cruz em meu lugar".
Os lábios de Whitefield foram tocados pelo fogo divino do Espírito Santo na ocasião da sua separação para o mi­nistério. No domingo seguinte, naquela época de gelo espi­ritual, pregou pela primeira vez. Alguns se queixaram de que quinze dos ouvintes enlouqueceram ao ouvirem o ser­mão. O ancião, porém, compreendendo o que se passava, respondeu que seria muito bom, se os quinze não se esque­cessem da sua "loucura" antes de chegar o outro domingo.
Whitefield nunca se esqueceu nem deixou de aplicar a si as seguintes palavras do Doutor Delaney: "Desejo, todas as vezes que subir ao púlpito, considerar essa oportunida­de como a última que me é dada de pregar, e a última dada ao povo de ouvir". Alguém assim escreveu sobre uma de suas pregações: "Quase nunca pregava sem chorar e sei que as suas lágrimas eram sinceras. Ouvi-o dizer: 'Vós me censurais porque choro. Mas, como posso conter-me, quando não chorais por vós mesmos, apesar das vossas al­mas mortais estarem a beira da destruição? Não sabeis se estais ouvindo o último sermão, ou não, ou se jamais tereis outra oportunidade de chegar a Cristo!" Chorava, às vezes, até parecer que estava morto e custava a recuperar as forças. Diz-se que os corações da maioria dos ouvintes eram derretidos pelo calor intenso de seu espírito, como prata na fornalha do refinador.
Quando estudante no colégio de Oxford, seu coração ar­dia de zelo e pequenos grupos de alunos se reuniam no seu quarto, diariamente; eles eram movidos, como os discípu­los logo depois do derramamento do Espírito Santo, no Pentecoste. O Espírito continuou a operar poderosamente nele e por ele durante o resto da sua vida, porque nunca abandonou o costume de buscar a presença de Deus. Divi­dia o dia em três partes: oito horas sozinho com Deus e em estudos, oito horas para dormir e as refeições, oito horas para o trabalho entre o povo. De joelhos, lia, e orava sobre as leituras das Escrituras e recebia luz, vida e poder. Le­mos que numa das suas visitas aos Estados Unidos, "pas­sou a maior parte da viagem a bordo, sozinho em oração". Alguém escreveu sobre ele: "Seu coração encheu-se tanto dos céus que anelava por um lugar onde pudesse agradecer a Deus; e sozinho, durante horas, chorava comovido pelo amor consumidor do seu Senhor". Suas experiências no ministério confirmavam a sua fé na doutrina do Espírito Santo, como o Consolador ainda vivo, o poder de Deus ope­rando atualmente entre nós.
A pregação de Jorge Whitefield era feita de forma tão vivida que parecia quase sobrenatural. Conta-se que, certa vez pregando a alguns marinheiros, descreveu um navio perdido num furacão. Tudo foi apresentado em manifesta­ções tão reais que, quando chegou ao ponto de descrever o barco afundando, alguns marinheiros pularam dos assen­tos, gritando: "Às baleeiras! Às baleeiras!". Em outro ser­mão falou acerca dum cego andando na direção dum pre­cipício desconhecido. A cena foi tão real que, quando o pre­gador chegou ao ponto de descrever a chegada do cego à beira do profundo abismo, o camareiro-mor, Chesterfield, que assistia, deu um pulo gritando: "Meu Deus! ele desa­pareceu!"
O segredo, porém, da grande colheita de almas salvas não era a sua maravilhosa voz nem a sua grande eloqüên­cia. Não era também porque o povo tivesse o coração aberto para receber o Evangelho, porque era tempo de grande decadência espiritual entre os crentes.
Também não foi porque lhe faltasse oposição. Repeti­das vezes Whitefield pregou nos campos, porque as igrejas fecharam-lhe as portas. Às vezes nem os hotéis queriam aceitá-lo como hóspede. Em Basingstoke foi agredido a pauladas. Em Staffordshire atiraram-lhe torrões de terra. Em Moorfield destruíram a mesa que lhe servia de púlpito e arremessaram contra ele o lixo da feira. Em Evesham, as autoridades, antes de seu sermão, ameaçaram prendê-lo, se pregasse. Em Exeter, enquanto pregava a dez mil pes­soas, foi apedrejado de tal forma que pensou haver chega­do para ele a hora, como o ensangüentado Estevão, de ser imediatamente chamado à presença do Mestre. Em outro lugar, apedrejaram-no novamente, até ficar coberto de sangue. Verdadeiramente levava no corpo, até a morte, as marcas de Jesus.
O segredo de tais frutos na sua pregação era o seu amor para com Deus. Quando ainda muito novo, passava noites inteiras lendo a Bíblia, que muito amava. Depois de se converter, teve a primeira daquelas experiências de sentir-se arrebatado, ficando a sua alma inteiramente aberta, cheia, purificada, iluminada da glória e levada a sacrifi­car-se, inteiramente, ao seu Salvador. Desde então nunca mais foi indiferente em servir a Deus, mas regozijava-se no alvo de trabalhar de toda a sua alma, e de todas as suas forças, e de todo seu entendimento. Só achava interesse nos cultos e escreveu para sua mãe que nunca mais volta­ria ao seu emprego. Consagrou a vida completamente a Cristo. E a manifestação exterior daquela vida nunca exce­dia a sua realidade interior, portanto, nunca mostrou can­saço nem diminuiu a marcha durante o resto de sua vida.
Apesar de tudo, ele escreveu: "A minha alma era seca como o deserto. Sentia-me como encerrado dentro duma armadura de ferro. Não podia ajoelhar-me sem estar toma­do de grandes soluços e orava até ficar molhado de suor... Só Deus sabe quantas noites fiquei prostrado, de cama, ge­mendo, por causa do que sentia, e ordenando, em nome de Jesus, que Satanás se apartasse de mim. Outras vezes pas­sei dias e semanas inteiros prostrado em terra, suplicando para ser liberto dos pensamentos diabólicos que me dis­traíam. Interesse próprio, rebelião, orgulho e inveja me atormentavam, um após outro, até que resolvi vencê-los ou morrer. Lutei até Deus me conceder vitória sobre eles".
Jorge Whitefield considerava-se um peregrino errante no mundo, procurando almas. Nasceu, criou-se e diplo­mou-se na Inglaterra. Atravessou o Atlântico treze vezes. Visitou a Escócia quatorze vezes. Foi ao País de Gales vá­rias vezes. Visitou uma vez a Holanda. Passou quatro me­ses em Portugal. Nas Bermudas, ganhou muitas almas para Cristo, como nos demais lugares onde trabalhou.
Acerca do que sentiu em uma das viagens à colônia da Geórgia, Whitefield escreveu: 'Foram-me concedidas ma­nifestações extraordinárias do alto. Cedo de manhã, ao meio-dia, ao anoitecer e à meia-noite, de fato durante o dia inteiro, o amado Jesus me visitava para renovar-me o cora­ção. Se certas árvores perto de Stonehourse pudessem fa­lar, contariam acerca da doce comunhão, que eu e algumas almas amadas desfrutamos ali com Deus, sempre bendito. Às vezes, quando de passeio, a minha alma fazia tais in­cursões pelas regiões celestes, que parecia pronta a aban­donar o corpo. Outras vezes sentia-me tão vencido pela grandeza da majestade infinita de Deus, que me prostrava em terra e entregava-lhe a alma, como um papel em bran­co, para Ele escrever nela o que desejasse. De uma noite nunca me esquecerei. Relampejava excessivamente. Eu pregara a muitas pessoas e algumas ficaram receosas de voltar a casa. Senti-me dirigido a acompanhá-las e apro­veitar o ensejo para as animar a se prepararem para a vin­da do Filho do homem. Oh! que gozo senti na minha alma! Depois de voltar, enquanto alguns se levantavam das suas camas, assombrados pelos relâmpagos que andavam pelo chão e brilhavam duma parte do céu até outra, eu com mais um irmão ficamos no campo adorando, orando, exul­tando ao nosso Deus e desejando a revelação de Jesus dos céus, uma chama de fogo!"
- Como se pode esperar outra coisa a não ser que as multidões, a quem Whitefield pregava, fossem levadas a bus­car a mesma Presença? Na sua biografia há um grande nú­mero de exemplos como os seguintes: "Oh! quantas lágrimas foram derramadas, com forte clamor, pelo amor do querido Senhor Jesus! Alguns desmaiavam e quando re­cobravam as forças, ouviam e desmaiavam de novo. Ou­tros gritavam como quem sente a ânsia da morte. E depois de eu findar o último discurso, eu mesmo senti-me tão ven­cido pelo amor de Deus que quase fiquei sem vida. Contu­do, por fim, revivi e, depois de me alimentar um pouco, es­tava fortalecido bastante para viajar cerca de trinta quilô­metros, até Nottingham. No caminho, a alma alegrou-se cantando hinos. Chegamos quase à meia-noite; depois de nos entregarmos a Deus em oração, deitamo-nos e descan­samos na proteção do querido Senhor Jesus. Oh! Senhor, jamais existiu amor como o teu!"
Então Whitefield continuou, sem cansar: "No dia se­guinte em Fog's Manor, a concorrência aos cultos foi tão grande como em Nottingham. O povo ficou tão quebrantado que, por todos os lados, vi pessoas banhadas em lágri­mas. A palavra era mais cortante que espada de dois gu­mes e os gritos e gemidos alcançavam o coração mais endu­recido. Alguns tinham semblantes pálidos como a palidez de morte; outros torciam as mãos, cheios de angústia; ain­da outros foram prostrados ao chão, ao passo que outros caíam e eram aparados nos braços de amigos. A maior par­te do povo levantava os olhos para os céus, clamando e pe­dindo a misericórdia de Deus. Eu, enquanto os contempla­va, só podia pensar em uma coisa: o grande dia. Pareciam pessoas acordadas pela última trombeta, saindo dos seus túmulos para o juízo."
"O poder da presença divina nos acompanhou até Baskinridge, onde os arrependidos choravam e os salvos ora­vam, lado a lado. O indiferentismo de muitos transformou-se em assombro, e o assombro, depois, em grande alegria. Alcançou todas as classes, idades e caracteres. A embria­guez foi abandonada por aqueles que eram dominados por esse vício. Os que haviam praticado qualquer ato de injus­tiça foram tomados de remorso. Os que tinham furtado fo­ram constrangidos a fazer restituição. Os vingativos pedi­ram perdão. Os pastores ficaram ligados ao seu povo por um vínculo mais forte de compaixão. O culto doméstico foi iniciado nos lares. Os homens foram levados a estudar a Palavra de Deus e a terem comunhão com o seu Pai, nos céus".
Mas não foi somente os países populosos que o povo afluiu para o ouvir. Nos estados Unidos, quando eram ain­da um país novo, ajuntaram-se grandes multidões dos que moravam longe um do outro, nas florestas. O famoso Ben­jamim Franklin, no seu jornal, assim noticiou essas reu­niões: "Quinta-feira o reverendo Whitefield partiu de nos­sa cidade, acompanhado de cento e cinqüenta pessoas a cavalo, com destino a Chester, onde pregou a sete mil ou­vintes, mais ou menos. Sexta-feira pregou duas vezes em Willings Town a quase cinco mil; no sábado, em Newcas­tle, pregou a cerca de duas mil e quinhentas, e na tarde do mesmo dia, em Cristiana Bridge, pregou a quase três mil; no domingo, em White Clay Creek, pregou duas vezes (descansando uma meia hora entre os sermões a oito mil pessoas, das quais, cerca de três mil, tinha vindo a cavalo. Choveu a maior parte do tempo, porém, todos se conserva­ram em pé, ao ar livre".
Como Deus estendeu a sua mão para operar prodígios por meio de seu servo, vê-se no seguinte: Num estrado pe­rante a multidão, depois de alguns momentos de oração em silêncio, Whitefield anunciou de maneira solene o tex­to: "É ordenado aos homens que morram uma só vez, e de­pois disto vem o juízo". Depois de curto silêncio, ouviu-se um grito de horror, vindo dum lugar entre a multidão. Um pregador presente foi até o local da ocorrência, para saber o que tinha acontecido. Logo voltou e disse: - "Irmão Whi­tefield, estamos entre os mortos e os que estão morrendo. Uma alma imortal foi chamada à eternidade. O anjo da destruição está passando sobre o auditório. Clame em alta voz e.não cesse". Então foi anunciado ao povo que um den­tre a multidão havia morrido. Então Whitefield leu a se­gunda vez o mesmo texto: "É ordenado aos homens que morram uma só vez". Do local onde a Senhora Huntington estava em pé, veio outro grito agudo. De novo, um tremor de horror passou por toda a multidão quando anunciaram que outra pessoa havia morrido. Whitefield, porém, em vez de ficar tomado de pânico, como os demais, suplicou graça ao Ajudador invisível e começou, com eloqüência tremenda, a prevenir os impenitentes do perigo. Não deve­mos concluir, contudo, que ele era ou sempre solene ou sempre veemente. Nunca houve quem experimentasse mais formas de pregar do que ele.
Apesar da sua grande obra, não se pode acusar White­field de procurar fama ou riquezas terrestres. Sentia fome e sede da simplicidade e sinceridade divina. Dominava to­dos os seus interesses e os transformava para glória do rei­no do seu Senhor. Não ajuntou ao redor de si os seus con­vertidos para formar outra denominação, como alguns es­peravam. Não, apenas dava todo o seu ser, mas queria "mais línguas, mais corpos, mais almas a usar para o Se­nhor Jesus".
A maior parte de suas viagens à América do Norte fo­ram feitas a favor do orfanato que fundara na colônia da Geórgia. Vivia na pobreza e esforçava-se para granjear o necessário para o orfanato. Amava os órfãos ternamente, escrevendo-lhes cartas e dirigindo-se a cada um pelo no­me. Para muitas dessas crianças, ele era o único pai, o úni­co meio de elas terem o sustento. Fez uma grande parte da sua obra evangelística entre os órfãos e quase todos perma­neceram crentes fiéis, sendo que um bom número deles se tornaram ministros do Evangelho.
Whitefield não era de físico robusto: desde a mocidade sofria quase constantemente, anelando, muitas vezes, par­tir e estar com Cristo. A maior parte dos pregadores acham impossível pregar quando estão enfermos como ele.
Assim foi que, aos 65 anos de idade, durante sua sétima viagem à América do Norte, findou a sua carreira na Ter­ra, uma vida escondida com Cristo em Deus e derramada num sacrifício de amor pelos homens. No dia antes de fale­cer, teve de esforçar-se para ficar em pé. Porém, ao levan­tar-se, em Exeter, perante um auditório demasiado grande para caber em qualquer prédio, o poder de Deus veio sobre ele e pregou, como de costume, durante duas horas. Um dos que assistiram disse que "seu rosto brilhava como o sol". O fogo aceso no seu coração no dia de oração e jejum, quando da sua separação para o ministério, ardeu até den­tro dos seus ossos e nunca se apagou (Jeremias 20.9).Certo homem eminente dissera a Whitefield: "Não es­pero que Deus chame o irmão, breve, para o lar eterno, mas quando isso acontecer, regozijar-me-ei ao ouvir o seu testemunho". O pregador respondeu: "Então ficará desa­pontado; morrerei calado. A vontade de Deus é dar-me tan­tos ensejos para testificar dele durante minha vida, que não me serão dados outros na hora da morte".
E sua morte ocorreu como predissera.Depois do sermão, em Exeter, foi a Newburyport para passar a noite na casa do pastor. Ao subir para o quarto de dormir, virou-se na escada e, com a vela na mão, proferiu uma curta mensagem aos amigos que ali estavam e insis­tiam em que pregasse.
Às duas horas da madrugada acordou. Faltava-lhe o fô­lego e pronunciou para o seu companheiro as suas últimas palavras na Terra: "Estou morrendo".
No seu enterro, os sinos das igrejas de Newburyport dobraram e as bandeiras ficaram a meia-haste. Ministros de toda a parte vieram assistir aos funerais; milhares de pessoas não conseguiram chegar perto da porta da igreja, por causa da imensa multidão. Conforme seu pedido, foi enterrado sob o púlpito da igreja.
Se quisermos os mesmos frutos de ver milhares salvos, como Jorge Whitefield os teve, temos de seguir o seu exem­plo de oração e dedicação.- Alguém pensa que é tarefa demais? Que diria Jorge Whitefield, junto, agora, com os que levou a Cristo, se lhe fizéssemos essa pergunta?

AVIVAMENTO NA INGLATERRA INICIO JHON WESLEY

                                                      
    HISTORIA DO AVIVAMENTO NA INGLATERRA

                      INTRODUÇÃO

Após a reforma protestante Deus suscitou verdadeiros campeões da fé,os quais permitiram que suas vidas fossem instrumentos do Espirito santo,para a ministração de poderosos avivamentos para a igreja cristã.Não podemos ter a pretenção de precisar quem ou quando iniciou este periodo.Na realidade,podemos perceber que na igreja,durante e após a reforma,surgiram reavivamentos periodicos e locais,e que a soma destes foi a mola propulsora para a expanção do cristianismo pentecostal.(notas,Campos,bernardo,da reforma protestante á pentecostalismo 2002)
O pentecostalismo é uma manifestação histórica do"principio",que se fez presente em todos os avivamentos ao longo da história da igreja.Diferentemente do que alguns alegam,o Pentecostalismo não se trata de um movimento desvinculado do protestantismo histórico,antes diz respeito a uma forma histórica atual da ação do Espirito Santo que sempre se fez presente na igreja de Cristo.(notas,ibid,pp12)
Logo após o periodo de expanção das ideias protestantes,no seculo 18°,o protestantismo,na tentativa de ser coerente com o s penssamentos modernos,desenvolveu um sistema doutrinario para ser aceito intelectualmente.Isso não significa que não havia importancia em lançar as bases intelectuais do protestantismo,o problema resisdia no fato de não haver uma preocupação com uma doutrina pratica para a vida do individou.Esta falta de preocupação,ocorrida no seculo 17°,gerou um esfriamento espiritual e um formalismo em geral na Alemanha,Inglaterra,vindo a se expandir por toda a Europa e atingindo mais tarde,os Estados Unidos.(Nichols,Robert h.hist.da igreja,p,220).
Em nosso estudo do periodo moderno ou dos avivamentos,nossa atenção dirigir´se-a aos avivamento.Nosso propósito é descrever,de modo breve,certos movimentos de importancia,que por meio da reforma influenciaram países protestantes como Inglaterra,a alemanha e a América.Pouco depois da reforma apareceram tr~es grupos doferentes na igreja Inglesa:os elementos romanistas,que procuraram fazer amizade e nova união com Roma,O Anglicanismo,que estava satisfeito com as reformas moderadas estabelecidas nos reinados de Henrique 8°.,e da rainha Elisabete,e o grupo protestante radical que desejava uma igreja igual ás que se estabeleceram em Genebra e Escócia.Este ultimo grupo ficou conhecido,cerca do ano de 1654,como"os Puritanos",e opunha-se de modo firme ao sistema Anglicano no governo de Elisabete,e por essa razão muitos de seus dirigentes foram exilados.(notas,Jesse l.Hurlbut,pp.164,1999).
Os Puritanos também divididos entre si:uma parte radical,era favoravel á forma presbiteriana,a outra parte desejava a indenpendencia de cada grupo local,conhecidos como "indenpendentes"ou "congregacionais".Apesar dessa diferenças,continuavam como membros da igreja inglesa.Na luta entre Carlos 1° e o parlamento,os puritanos eram fortes defenssores dos direitos populares.No inicio o grupo presbiteriano predominava.Por ordem do Parlamento,um concilio de ministros reunido em Westminster,em 1643,preparou a"Confissão de Westminster"e os dois catecismos,considerados durante muito tempo como regra de fé por Presbiterianos e congregacionais.Durante o governo de Oliver Cromwell(1653-1658),triunfou o elemento independente,ou congregacional.No governo de Carlos 2°(1660-1685),os anglicanos assumiram  novamente o poder,e nessa época os puritanos foram perseguidos como não conformistas.Apos a revolução de 1688,os puritanos foram reconhecidos como dissidentes da igreja da Inglaterra e conseguiram o direito de organizar-se indenpendente.Do movimento iniciado pelos puritanos surgiram três igrejas,a Presbiteriana,a Congregacional,e a Batista.(notas,ibid,pp.164)
Nos primeiros 50 anos do seculo 18°,as igrejas da Inglaterra,a oficial e a dissidente,entraram em dacadencia.Os cultos eram formalistas,dominados por uma crença intelectual,mas sem poder moral sobre o povo.A inglaterra foi despertada dessa condição ,por um grupo de pregadores sinceros dirigidos pelos irmãos João Wesley e Jorge Whitefield.Dentre os três,Whitefeld era pregador mais avivado com grander poder,que comovia no poder de Deus milhares de pessoas,tanto na Inglaterra como na América do Norte.Carlos Wesley era poeta compositor sacro,cujos hinos enriqueceram a coleção hinológica a partir de seu tempo.João W. foi sem duvida alguma,o indispenssavel dirigente e estadista do movimento.(notas,ibid,pp.164)




    
 INICIO DO AVIVAMENTO "OS QUAKERS"(1624-1691)
O fato do primeiro lider dizer aos fiéis para tremarem diante de Deus gerou o nome"quakres',Com a inexixtencia de sacramentos, os quakres permaneceram em silencio nos cultos,aguardando uma iluminação proveniente do Espirito Santo,a respeito do que dizer.Neste movimento há crenças na possibilidade de uma comunicação direta com Deus.George Fox foi o fundador desta organização evangelica na Inglaterra do seculo 18°.Nichols afirma""George Fox foi um dos mais avivdados lideres do seu tempo e fervoroso evangelista que alcançou grande numero de conversões.
De acordo com historiador Gaarner,os Quakers foram perseguidos na Inglaterra pela intolerancia religiosa,e acabaram emigrando para os Estados Unidos na época da colonização,onde William Pen conseguiu estabelecer uma colonia quakers.Este dispunha de uma grande porção e terra na América do Norte que mais tarde passou a ser conhecida como estado de Pensilvania.Neste lugar os quakers criaram comunidades regidas por principios de justiça,moralidade fraternidade nas relações humanas.Os quakers apesar de serem sinceros em sua fé eram extremamente radiacais,de tal modo que seguiam a orientação de Fox de considerar as instituições e autoridades locais.
Também violavam outras convenções sociais,por exemplo:não tiravam chapéu em respeito a ninguém,nem cumprimentavam quaisquer pessoa com "bom dia"ou"boa noite'.Evidentemente que isso resultou em grande antipatia por parte da sociedade.Talvez a crença na iminencia apocaliptica,explica excessos exajeros ou excessos.Entretanto com tempo esse carater escatologico perdeu-se e o fervor inicial deu lugar a uma religiosidade excessivamente mistica,sem o devido embasamento nas doutrinas biblicas e com uma visão da pessoa de Cristo um tanto equivocada.Segundo Gaarner"a maior parte dos 200 mil quakers do mundo mora nos Estados Unidos.(notas Gaarner,o livros da religiões,p.2000).
No periodo dos dias agitados anos de 1640 a 1650,na Inglaterra muntiplicam-se certos movimentos sectáricos .Alguns deles os Levellers e os Diggers,formaram seitas tanto religiosas como politicos.Outros fortemente demonstraram tendencia tanto religiosa como politica(relativismo ao milenio),especialemente  os homens da 5° monarquia.Ainda outros  revelaram  inclinações misticas,tais como os Seekers e os Finders.Mas destes movimentos ,o mais significativo e um dos mais notaveis da época das gerras civis foi a sociedade dos amigos Quekers Jorge Fox (1624-1691) foi um dos poucos genios da igreja da historia da Inglaterra.Filho de um tecelão,nasceu em Fenny Drayton.Cresceu fervoroso,aos 19 anos de idade foi convidado por alguns cristãos de nome apenas para participar de uma reunião para beber.Ficou tão escandalizado com o contraste entre a pratica  e as palavras,que se entregou á ansiosa procura  da realidade espiritual.Detestava toda sorte de falsidades.(notas,W.Walker,hist,da igreja,pp.160).
Sua experiencia transformadora e sempre central se deu em 1646.Dai lhe veio a firme convicção de que toda criatura recebe do Senhor uma porção de luz  e que se esta"luz interior'é seguida,ela seguramente a leva á luz da vida e á verdade espiritual.A revelação não está confiada ás Escrituras ainda sejam elas a verdadeira Palavra de Deus-ela ilumina todos quantos são discipulos verdadeiros.O Espirito Santo fala diretamente através desses discipulos,entrega-lhes sua menssagem e os estimula a servir.(notas,ibid,pp.160).
Fox começou seu tempestuoso ministério em 1647.Visto que Deus dá a luz interior onde quer,o verdadeiro ministério é o de qualquer homem ou mulher que ele queira chamar.Deve-se rejeitar o ministério simplesmente profissional e frio.A sinceridade  e o zelo espiritual das crenças de Fox sua aversão a todo aspecto de formalismo e sua ansia por intima experiencia espiritual,tiveram enorme força de atração.Ele obteve seguidores entre varios partidos puritanos e entre as seitas que haviam proliferado no solo puritano.Por volta de 1652,em Preston Patrick,no norte da Inglaterra ,se reuniu a primeira comunidade Quakers.Dois anos depois os Antigos se haviam expandido até Londres,Bristol e Norwich.Entre os primeiros conversos de Fox,Margarida Fell(1614-1702)foi a mais importante .Com ela contraiu matrimonio depois que ela ficou viuva,e a casa dela,Swartmore Hall,se converteu em quartel general para seus pregadores.(notas,ibid,w.walker,pp.161).
Por causa das  ciecunstancias da vida Inglesa,tal movimento encontrou extrema oposição.Antes de 1661 mais de 3 mil amigos ,incluindo Fox,haviam passado pela prisão.Cedo entre eles se manifestou tal zelo missionario que os Quakers foram levados a proclamar sua fé nos mais distantes lugares,como Jerusalém,ilhhas da Indias Ocidentais,Alemanha,Austria e Holanda.Em 1656 entraram em Massachusetts e em 1661 quatro foram enforcados.Para essa severidade há uma explicação,não justificação,quakers,comportamento que em qualquer época teria provocado a interferencia policial.(notas,ibid,pp161)
Tais extravagancia foram devido as á falta inicial de organização,assim como crença na imediata inspiração do Espirito.Fox persebeu a necessidade de ordem,a ao por 1666 as linhas principais da disciplina quacre estavam formuladas,ainda que enfrentando grande oposição.Foram estabelecidas!"reuniões todo mes" para vigiarem com rigor a vida e o comportamento dos membros.Antes da morte de Fox,em 1691,adquiriram os quakers as sóbrias carateristicas que desde então os distinguem. William Pen (16644-1718),filho do Almirante Sir William Pen,apos sua inclinação ao quacarismo desde 1661,abraçou totalmente suas crenças em 1666 e se tornou um dos mais eminentes pregadores e defensores literarios da fé.Resolveu achar na América a liberdade negada aos quakers na Inglaterra.Após auxiliar e enviar uns 800 a Nova Jersey em 1677-1678,Penn obteve de Carlos 2° a concessão da Pennylvania,em 1681,como cancelamento de uma divida da coroa para com seu pai.Em 1682 foi fundada Filadélfia estado americano e teve inicio um grande experimento colonial.O ato de tolerancia de 1689,deu alivio aos quakers,como a outros dissidentes quanto ás mais severas restrições,e lhes concedeu liberdade de culto.(ibid,pp.162)
Algo importante sobre Fox é que quando se sentia movido pelo Espirito Santo a falar e orar  em alguma igreja .Frequentemete,surgiam debates,em tais convenções,nos quais mostrava-lhes firme e convincente.Em certas ocasiões,suas palavras não eram bem aceitas ou não recebidas,e o golpeavam,atirando-lhe pedras.Mas isto não o afastava e logo encontrava-se em outra " com campanário",intemrrompendo o culto e proclamamando sua mensagem.O numero de seus seguidores cresceu rapidamente.No começo,davam-lhe a si mesmos o nome"filhos da luz".O própio Fox,preferia dar-lhes simplemente o titulo de "amigos"O povo,vendo que sua exaltação era tal que tremiam,deu-lhe o nome de "quakers". (notas,Justo l.Gonzalez,a era dos dogmas e das duvidas,pp.149).
As pregações de Fox e praticas  não eram do agrado de muitos.Os lideres religiosos não gostavam deles.Foz quando não estava preso,Fox passava parte do tempo em sua casa de Swarthmore,que veio a ser o quartel general dos quakers.No restante passava viajando pela Inglaterra e exterior,visitando assembleias de quakers e levando sua menssagem a novas regiões.Primeiro foi á escócia,onde o acusaram de sedição,depois a Irlanda,mais tarde passou 2 anos no Caribe e América do Norte e por ultimo,fez duas visitas ao continente Europeu(holanda e Alemanha.Em todos os lugares,o movimento se estende e na, morte de Fox,em 1691,seus seguidores atingiam dezenas de milhares.Esses seguidores foram perseguidos.Repetidamente,os eram presos,acusados de serem vadios,blasfemos,de iniciarem motins e não pagarem os dizimo.Quando em 1664,Carlos 2/,proibiu as assembleias ou reunião de culto,outros grupos comtinuavam reunindo em secreto.Mas os quakers resolveram faze-los o culto publico e milhares deles foram presos.Quando em 1689,Jaime  2° prolungou a tolerancia religiosa,os quakers contavam com centenas de martires,que haviam morrido na prisão.(notas,ibid,pp.152).

                 AVIVAMENTO DE MISSÕES NA INGLATERRA
                            PAI DE MISSÕES MODERNAS
                           GUILHERME CAREY(1761-1834)


                  (Notas,Herois da fé,Orlando Boyer,pp.95-102,cpad,Brasil)I

O menino Guilherme Carey, era apaixonado pelo estu­do da natureza. Enchia seu quarto de coleções de insetos, flores, pássaros, ovos, ninhos, etc. Certo dia, ao tentar al­cançar um ninho de passarinhos, caiu de uma árvore alta. Ao experimentar a segunda vez, caiu novamente. Insistiu a terceira vez: caiu e quebrou uma perna. Algumas semanas depois, antes de a perna sarar, Guilherme entrou em casa com o ninho na mão. - "Subiste à árvore novamente?!" -exclamou sua mãe. - "Não pude evitar, tinha de possuir o ninho, mamãe" - respondeu o menino.

Diz-se que Guilherme Carey, fundador das missões atuais, não era dotado de inteligência superior e nem de qualquer dom que deslumbrasse os homens. Entretanto, foi essa característica de persistir, com espírito indômito e inconquistável, até completar tudo quanto iniciara, que fez o segredo do maravilhoso êxito da sua vida.

Quando Deus o chamava a iniciar qualquer tarefa, per­manecia firme, dia após dia, mês após mês e ano após ano,até acabá-la. Deixou o Senhor utilizar-se de sua vida, não somente para evangelizar durante um período de quarenta e um anos no estrangeiro, mas também para executar a fa­çanha por incrível que pareça, de traduzir as Sagradas Es­crituras em mais que trinta línguas.

O avô e o pai do pequeno Guilherme eram sucessiva­mente professor e sacristão (Igreja Anglicana) da Paró­quia. Assim o filho aprendeu o pouco que o pai podia ensi­nar-lhe. Mas não satisfeito com isso, Guilherme continuou seus estudos sem mestre.

Aos doze anos adquiriu um exemplar do Vocabulário Latino,por Dyche,. o qual decorou. Aos quatorze anos ini­ciou a carreira como aprendiz de sapateiro. Na loja encon­trou alguns livros, dos quais se aproveitou para estudar. Assim iniciou o estudo do grego. Foi nesse tempo que che­gou a reconhecer que era um pecador perdido, e começou a examinar cuidadosamente as Escrituras.

Não muito depois da sua conversão, com 18 anos de idade, pregou o seu primeiro sermão. Ao reconhecer que o batismo por imersão é bíblico e apostólico, deixou a deno­minação a que pertencia. Tomava emprestados livros para estudar e, apesar de viver em pobreza, adquiria alguns li­vros usados. Um de seus métodos para aumentar o conhe­cimento de outras línguas, consistia em ler diariamente a Bíblia em latim, em grego e em hebraico.

Com a idade de vinte anos, casou-se. Porém os membros da igreja onde pregava eram pobres e Carey teve de continuar seu ofício de sapateiro para ganhar o pão coti­diano. O fato de o senhor Old, seu patrão, exibir na loja um par de sapatos fabricados por Guilherme, como amostra, era prova da habilidade do rapaz.

Foi durante o tempo que ensinava geografia em Moul­ton, que Carey leu o livro As Viagens do Capitão Cook e Deus falou à sua alma acerca do estado abjeto dos pagãos sem o Evangelho. Na sua tenda de sapateiro afixou na pa­rede um grande mapa-mundi, que ele mesmo desenhara cuidadosamente. Incluíra neste mapa todos os dizeres dis­poníveis: o número exato da população, a flora e a fauna, as características dos indígenas, etc., de todos os países.Enquanto consertava sapatos, levantava os olhos, de vez em quando, para o mapa e meditava sobre as condições dos vários povos e a maneira de os evangelizar. Foi assim que sentiu mais e mais a chamada de Deus para preparar a Bíblia, para os muitos milhões de indus, na própria língua deles.

A denominação a que Guilherme pertencia, depois de aceitar o batismo por imersão, achava-se em grande deca­dência espiritual. Isto foi reconhecido por alguns dos mi­nistros, os quais concordaram em passar "uma hora em oração na primeira segunda-feira de todos os meses" pe­dindo de Deus um grande avivamento da denominação. De fato esperavam um despertamento, mas, como aconte­ce muitas vezes, não pensaram na maneira em que Deus lhes responderia.

As igrejas de então não aceitavam a idéia, que conside­ravam absurda, de levar o Evangelho aos pagãos. Certa vez, numa reunião do ministério, Carey levantou-se e su­geriu que ventilassem este assunto: O dever dos crentes em promulgar o Evangelho às nações pagãs. O venerável pre­sidente da reunião, surpreendido, pôs-se em pé e gritou: "Jovem, sente-se! Quando agradar a Deus converter os pa­gãos, ele o fará sem o seu auxílio, nem o meu."

Porém o fogo continuou a arder na alma de Guilherme Carey. Durante os anos que se seguiram esforçou-se inin­terruptamente, orando, escrevendo e falando sobre o as­sunto de levar Cristo a todas as nações. Em maio de 1792, pregou seu memorável sermão sobre Isaías 54.2,3: "Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas, e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás à mão direita e à esquerda; e a tua posteridade possuirá as nações e fará que sejam habitadas as cidades assoladas."

Discursou sobre a importância de esperar grandes coi­sas de Deus e, em seguida, enfatizou a necessidade de ten­tar grandes coisas para Deus.

O auditório sentiu-se culpado de negar o Evangelho aos países pagãos, a ponto de "levantar as vozes em choro." Foi então organizada a primeira sociedade missionária na história das igrejas de Cristo para a pregação do Evangelho entre os povos nunca evangelizados. Alguns como Brainerd, Eliot e Schwartz já tinham ido pregar em lugares distantes, mas sem que as igrejas se unissem para susten­tá-los.

Apesar de a sociedade ser o resultado da persistência e esforços de Carey, ele mesmo não tomou parte na sua for­mação. O seguinte, porém, foi escrito acerca dele nesse tempo:"Aí está Carey, de estatura pequena, humilde , quieto e constante; tem transmitido o espírito missio­nário aos corações dos irmãos, e agora quer que saibam da sua prontidão em ir onde quer que eles desejem, e está bem contente que formulem todos os planos".

Nem mesmo com esta vitória, foi fácil para Guilherme Carey concretizar o sonho de levar Cristo aos países que ja­ziam nas trevas. Dedicava o seu espírito indômito a alcan­çar o alvo que Deus lhe marcara.

A igreja onde pregava não consentia que deixasse o pastorado: somente com a visita dos membros da sociedade a ela é que este problema foi resolvido. No relatório da igreja escreveram: "Apesar de concordar com ele, não achamos bom que nos deixe aquele a quem amamos mais que a nos­sa própria alma."Entretanto, o que mais sentiu foi quando a sua esposa recusou terminantemente deixar a Inglaterra com os fi­lhos. Carey estava tão certo de que Deus o chamava para trabalhar na Índia que nem por isso vacilou.

Havia outro problema que parecia insolúvel: Era proi­bida a entrada de qualquer missionário na Índia. Sob tais circunstâncias era inútil pedir licença para entrar. Nestas condições, conseguiram embarcar sem esse documento. In­felizmente o navio demorou algumas semanas e, pouco an­tes de partir, os missionários receberam ordem de desem­barcar.

A sociedade missionária, apesar de tantos contratem­pos, continuou a confiar em Deus; conseguiram granjear dinheiro e compraram passagem para a Índia em um navio dinamarquês. Uma vez mais Carey rogou à sua querida es­posa que o acompanhasse. Ela ainda persistia na recusa e nosso herói, ao despedir-se dela, disse: "Se eu possuísse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos queridos filhos comigo; mas o sentido do meu dever sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar para trás sem incorrer em culpa a minha alma."

Porém, antes de o navio partir, um dos missionários foi à casa de Carey. Grande foi a surpresa e o regozijo de todos ao saberem que esse missionário conseguiu induzir a espo­sa de Carey a acompanhar o seu marido. Deus comoveu o coração do comandante do navio a levá-la em companhia dos filhos, sem pagar passagem.

Certamente a viagem a vela não era tão cômoda como nos vapores modernos. Apesar dos temporais, Carey apro­veitou-se do ensejo para estudar o bengali e ajudar um dos missionários na obra de verter o livro de Gênesis para a língua bengaleza.

Guilherme Carey aprendeu suficiente o bengali, duran­te a viagem, para conversar com o povo. Pouco depois de desembarcar, começou a pregar e os ouvintes vinham para ouvir em número sempre crescente.Carey percebeu a necessidade imperiosa de o povo pos­suir a Bíblia na própria língua e, sem demora, entregou-se à tarefa de traduzi-la. A rapidez com que aprendeu as línguas da Índia é uma admiração para os maiores lingüis­tas.

Ninguém sabe quantas vezes o nosso herói se mostrou desanimadíssimo na Índia. A esposa não tinha interesse nos esforços de seu marido e enlouqueceu. A maior parte dos ingleses com quem Carey teve contato, o tinham como louco; durante quase dois anos nenhuma carta da Inglater­ra lhe chegou às mãos. Muitas vezes faltava aos seus di­nheiro e alimento. Para sustentar a família, o missionário tornou-se lavrador da terra e empregou-se em uma fábrica de anil.

Durante mais de trinta anos Carey foi professor de línguas orientais no colégio de Fort Williams. Fundou tam­bém, o Serampore College para ensinar os obreiros. Sob a sua direção, o colégio prosperou, preenchendo um grande vácuo na evangelização do país.

Ao chegar à Índia, Carey continuou os estudos que co­meçara quando menino. Não somente fundou a Sociedade de Agricultura e Horticultura, mas criou um dos melhores jardins botânicos, redigiu e publicou o "Hortus Bengalensis". O livro "Flora Índica", outra de suas obras, foi consi­derada obra-prima por muitos anos.

Não se deve concluir, contudo, que, para Guilherme Carey, a horticultura fosse mais do que um passatempo. Passou, também, muito tempo ensinando nas escolas de crianças pobres. Mas, acima de tudo, sempre lhe ardia no coração o desejo de se esforçar na obra de ganhar almas.

Quando um de seus filhos começou a pregar, Carey es­creveu: "Meu filho, Félix, respondeu à chamada para pre­gar o Evangelho". Anos depois, quando esse filho aceitou o cargo de embaixador da Grã Bretanha no Sião, o pai, desa­pontado e angustiado, escreveu para um amigo: "Félix en­colheu-se até tornar-se um embaixador!"

Durante o período de quarenta e um anos, que passou na Índia, não visitou a Inglaterra. Falava, embora com di­ficuldade, mais de trinta línguas da Índia, dirigia a tradu­ção das Escrituras em todas elas e foi apontado ao serviço árduo de tradutor oficial do governo. Escreveu várias gra­máticas indianas e compilou notáveis dicionários dos idio­mas bengali, marati e sânscrito. O dicionário do idioma bengali consta de três volumes e inclui todas as palavras da língua, traçadas até a sua origem e definidas em todos os seus sentidos.

Tudo isto era possível porque sempre economizava o tempo, segundo se deduz do que escreveu seu biógrafo:"Desempenhava estas tarefas hercúleas sem pôr em risco a sua saúde, aplicando-se metódica e rigorosamente ao seu programa de trabalho, ano após ano. Divertia-se, passando de uma tarefa para outra. Dizia que se perde mais tempo, trabalhando inconstante e indolentemente do que nas interrupções de visitas. Observava, portanto, a norma de entrar, sem vacilar, na obra marcada e de não deixar coisa alguma desviar a sua atenção para qualquer outra coisa durante aquele período."O seguinte escrito pedindo desculpas a um amigo pela demora em responder-lhe a carta, mostra como muitas das suas obras avançavam juntas:

"Levantei-me hoje às seis, li um capítulo da Bíblia hebraica; passei o resto do tempo, até às sete, em oração. Então assisti ao culto doméstico em bangali, com os cria­dos. Enquanto esperava o chá, li um pouco em persa com um munchi que me esperava; li também, antes de comer, uma porção das Escrituras em industani. Logo depois de comer sentei-me, com um pundite que me esperava, para continuar a tradução do sânscrito para o ramayuma. Tra­balhamos até as dez horas, quando então fui ao colégio para ensinar até quase as duas horas. Ao voltar para casa, li as provas da tradução de Jeremias em bengali, só findan­do em tempo para jantar. Depois do jantar, traduzi, ajuda­do pelo pundite chefe do colégio, a maior parte do capítulo oito de Mateus em sânscrito. Nisto fiquei ocupado até as seis. Depois das seis assentei-me com um pundite de Te­linga, para traduzir do sânscrito para a língua dele. Às sete comecei a meditar sobre a mensagem para um sermão e preguei em inglês, às sete e meia. Cerca de quarenta pes­soas assistiram ao culto, entre as quais, um juiz do Sudder Dewany'dawlut. Depois do culto, o juiz contribuiu com 500 rupias para a construção de um novo templo. Todos os que assistiram ao culto tinham saído às nove horas; sentei-me para traduzir o capítulo onze de Ezequiel para o bengali. Findei às onze, e agora estou escrevendo esta carta. De­pois, encerrei o dia com oração. Não há dia em que dispo­nha de mais tempo do que isto, mas o programa varia."

Com o avançar da idade, seus amigos insistiam em que diminuísse os seus esforços, mas a sua aversão à inatividade era tal, que continuava trabalhando mesmo quando a força física não dava para a necessária energia mental. Por fim, viu-se obrigado a ficar de cama, onde continuava a corrigir as provas das traduções.

Finalmente, em 9 de junho de 1834, com a idade de 73 anos, Guilherme Carey dormiu em Cristo.A humildade era uma das características mais destaca­das da sua vida. Conta-se que, no zênite da fama, ouviu certo oficial inglês perguntar cinicamente: - "O grande doutor Carey não era sapateiro?" Carey, ao ouvir casual­mente a pergunta, respondeu: "- Não, meu amigo, era apenas um remendão."

Quando Guilherme Carey chegou à Índia, os ingleses negaram-lhe permissão para desembarcar. Ao morrer, po­rém, o governo mandou içar as bandeiras a meia haste em honra de um herói que fizera mais para a Índia do que to­dos os generais britânicos.Calcula-se que traduziu a Bíblia para a terça parte dos habitantes do mundo. Assim escreveu um de seus sucesso­res, o missionário Wenger: "Não sei como Carey conseguiu fazer nem a quarta parte das suas traduções. Faz cerca de vinte anos (em 1855), que alguns missionários, ao apresen­tarem o Evangelho no Afeganistão (país da Ásia central), acharam que a única versão que esse povo entendia era o Pushtoo, feita em Sarampore por Carey."


O corpo de Guilherme Carey descansa, mas a sua obra continua a servir de bênção a uma grande parte do mundo.


              Historia do Avivamento nos Estados Unidos

                                  INTRODUÇÃO GERAL

Na América do Norte,o Segundo Grande avivamento (1880-1861)foi uma resposta ao racionalismo a industrialização.As pregações reavivalistas e a piedade pessoal grassavam no novo país.Quase todas as denominações se reuniram em campanhas e as conversões ocorriam aos milhares.Os acampamentos tornaram-se lugares  permanebtes de cultos e depois em centros de conferencias biblicas,alguns dos quais até hoje.Charles Finey foi o evangelista de maior destaque naqueles tempos.Ele mudou a forma de evangelização,adaptandoa ao ministério urbano.Mais tarde,no mesmo seculo,Dwight L. Moody empregaria as tecnicas de avivamento de Finey e acrescentaria a colportagem (distribuição de literatura de porta a porta)e a fundação de varias instituições educacionais,das quais a mais conhecidas é o (Instituto Biblico Moody em Chicago).(notas,manual biblico Halley,pp.795,2000).
Por volta de  1789,a influencia do grande avivamento tinha sensivelmente diminuido por causa do deismo levado ás colonias pelos oficiais do exércitos inglês na guerra Francesa e indiana,e por força da entrega da literatura deista e da influencia deixada pela revolução Francesa.A universidade de Yale ilustra a decadente desta época.Poucos estudantes eram regenerados,jogo,a irreverencia,o vicio e a embriagues eram comuns entre os estudantes,que se orgulhavam de serem incrédulos.O segundo avivamento ,que mergulhou este deprimente,quadro,foi o primeiro de muitos avivamentos do seculo 20.A partir da revolução Americana,até a primeira guerra mundial,os Estados Unidos foram moldados por um tipo de protestantismo rural,no qual o protestantismo era em maioria.Com o crescimento do catolicismo romano,devido á imigração após guerra civil,os Estados Unidos têm se tornado mais pluralista e,mesmo,seculares,em sua vida cristã.O protestantismo perdeu a força como era nos seculos passados.(notas,C.Carins,hist.da igreja,pp.397,1984).

                                                       
           PRIMEIRA FASE DO AVIVAMENTO NOS ESTADOS UNIDOS.

Em 1787,um movimento reavivacionista começou em Hamppen-Sidney,uma pequena universidade da Virginia.Este reavivamento,que despertou o interesse dos estudantes para sua condição espiritual,chegou ao Washinton College e,dai,a igreja Presbiteriana do sul.A fase congregacional do avivamento na nova inglaterra começou em Yale,em 1802,sob a liderança do seu reitor,Timothy Dwight(1752-1817),cujasmenssagens simples e profundas,pregadas na capela,sobre a incredulidade e a biblia acabaram com a propalada incredulidade dos alunos.Um terço do corpo discente converteu-se no periodo do reavivamento,que chegou á Dartmouth,á Williams e a outras universidades.Outro despertamento ocorreu mais tarde,em Yale.Assim,os reavivamentos leste começaram nas universidades.(notas,ibid,pp.397).


                                  OS GRANDES AVIVAMENTOS NA AMÉRICA



     Com a colonização anglo-saxônica no norte continente americano ,criava-se uma esperança de encontrar a rota marítima para as riquezas da asia ,matérias primas ,bem como mercado para um comercio rentável ,poerem ,não obstante a isso,muitos cristãos viram uma possibilidade de fugir da perseguição na pátria mãe e outros ainda a possibilidade de falar de cristo a pessoas que jamais tinham ouvido o evangelho.



                     O GRANDE AVIVAMENTO /1703-1758/ 

      O inicio do seculo 18 foi marcado pelo declínio de fervor e moral nas colonias .A nova geração não sentia o zelo e a piedade dos primeiros puritanos peregrinos.Somente uma minoria inexpressiva frequentava as igrejas.Nesta época de frieza e desanimo ,DEUS levantou um dinâmico jovem pastor chamado jonatas edwars (1703-1738),homem de grande erudição e cheio do Espirito SANTO ,formo-se precocemente em haye,aos 13 ANOS JA DOMINAVA O GREGO E ,HEBRAICO E OLATIM.Aos 17 anos tornou-se pastor de igreja congregacional em NORTHAMPTON EM MASSACHUSSETS .Não obstante ler os seus sermões "pecadores nas mãos de um DEUS irado",ilustra  o poder com que pregava .James packer diz 'que ele era dotado de um dom unico de fazer as idéias adquirirem vida ,atravez da brilhante precisão com que as expunha .Podia fazer duas horas parecerem 20 minutos".As menssagens de jonathas desencadeavam um movimento espiritual poderoso na nação que ficou conhecido como"O grande avivamento".

   JONATHAS E. cria na nessecidade da conversão passoal e ele mesmo passara por ela ,perdeu o pulpito de sua igreja por exigir dos menbros da sua igreja  um testemunho passoal de salvação.Dai tornou-se missionario aos indios em STOKBRIDGE,e neste tempo escreveu seus livros mais importantes:a liberdade da vontade ,e o pecado original.em 1757 ,foi escolhido reitor da universidade de pricenton,e ao tomar vacina contra variula ,a propia inoculação lhe transmitiu uma febre muito alta e faleceu em 1758.Edwards foi o mais importante teológo pentecostal que já surgiu neste lado do atlantico.

      Em new jersey,gilbert tennant pastor da igreja presbiteriana de new brunscik em 1728,começou a pregar de uma forma tão ungida que despertou a sua igreja a as adjacencias.Em fim todas as populações da colonia foram sacudidas pelo grande avivamento e as igrejas congregacionais ,batista e presbiterianas cresceram em membresia e em poder.

      Os resultados do grande avivamento foram maravilhosos.Cerca de 30 a 40 mil pessoas foram salvas e mais 150 novas igrejas foram plantadas na nova inglaterra,numa população de 300 mil pessoas.As famílias foram moralmente fortalecidas.Universidades como PRINCETON,Colúmbia,hampden-sidney foram criadas para preparar os ministros para as igrejas que iam sendo fundadas.



                    SEGUNDO GRANDE AVIVAMENTO( 1787) 

     EM em 1787 um novo reavivamento ocorreu na universidade hampden-sidney chamando atenção dos estudantes para o seu estado espiritual,chegando até as igrejas.O avivamento chegou em yale em 1802,sob a liderança de timothy dwight(1752-1817),neto de jonathas edwards ,cujas menssagens simples e profundas acabaram com a incredulidade dos alunos.O avivamento chegou ao oeste que viva um estado moral deploravel .O consumo de bebidas alcolicas era alto e o indice de imoralidade alarmante .O avivemento espiritual contribuiu para o fortalecimento da moral no oeste.A embriagues e a obscenidade deram lugar ao pudor e a modestia.Em dez anos ,mais de 10 mil pessoas uniram-se somente a igreja batista em kentuck ,neste periodo de oração e em 1786 foi implantada a escola dominical.O avivamento também ,o manifestou a preocupação com a obra missionaria ,foi fundada a junta americana de comissões para missões estrangeiras ,como resultados das reuniões de oração no monte feno,de samuel mille (1783-1818).

      Entretanto ,o mais conhecido nome do segundo avivamento foi CHARKLES G.FINEY(1792-1895),um advogado convertido em 1821, que trouxe inovações que tornaram -se eficientes,como cultos anunciados previamente,linguagem coloquial na pregação ,horários não padronizados para os cultos ,e citação de nomes em oração publicas e a criação do lugar dos aflitos"onde as pessoas com inquietações espirituais poderiam ir.

   Após a gerra civil ,destaca-se a figura de DWIGT L.MOODY,que conseguiu combinar o reaviamento com a evangelização de massas.Após excursões evangelisticas bem sucedidas na  inglaterra ,fundou a sociedade para a evangelização de chicago em 1886,de onde surgiu o instituto biblico moody.Seus sucessores neste novo tipo de evangelização mundial foram;Ruben Archer .torrey,gyspy,billy sunday,e desde 1949 ,Billy gran é o mais proeminente evangelista internacional.


                              Carlos Finney (1792-1875)



                 (notas,Orlando Boyer,Herois da fé,pp.125-130,132-137,cpad-Brasil)

Perto da aldeia de New York Mills, no século dezenove, havia uma fábrica de tecidos movida pela força das águas do rio Oriskany. Certa manhã, os operários se achavam co­movidos, conversando sobre o poderoso culto da noite an­terior, no prédio da escola pública.Não muito depois de começar o ruído das máquinas, o pregador, um rapaz alto e atlético, entrou na fábrica. O po­der do Espírito Santo ainda permanecia sobre ele; os ope­rários, ao vê-lo, sentiram a culpa de seus pecados a ponto de terem de se esforçar para poderem continuar a traba­lhar. Ao passar perto de duas moças que trabalhavam jun­tas, uma delas, no ato de emendar um fio, foi tomada de tão forte convicção, que caiu em terra, chorando. Segundos depois, quase todos em redor tinham lágrimas nos olhos e, em poucos minutos, o avivamento encheu todas as depen­dências da fábrica.O diretor, vendo que os operários não podiam traba­lhar, achou que seria melhor cuidassem da salvação da al­-ma, e mandou que parassem as máquinas. A comporta das águas foi fechada e os operários se ajuntaram em um salão do edifício. O Espírito Santo operou com grande poder e dentro de poucos dias quase todos se converteram.
Diz-se acerca deste pregador, que se chamava Carlos Finney, que, depois de ele pregar em Governeur, no Estado de New York, não houve baile nem representação de teatro na cidade durante seis anos. Calcula-se que, durante os anos de 1857 e 1858, mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pela obra direta e indireta de Finney. A sua au­tobiografia é o mais maravilhoso relato de manifestação do Espírito Santo, excetuando o livro de Atos dos Apóstolos. Alguns consideram o seu livro, "Teologia Sistemática", a maior obra sobre teologia, a não ser as Sagradas Escritu­ras.
- Como se explica o seu êxito tão destacado nos anais dos servos da Igreja de Cristo? - Sem dúvida era, antes de tudo, o resultado da sua profunda conversão.Nasceu de uma família descrente e se criou em um lu­gar onde os membros da igreja conheciam, apenas, a for­malidade fria dos cultos. Finney era advogado; ao encon­trar, nos seus livros de jurisprudência, muitas citações da Bíblia comprou um exemplar com a intenção de conhecer as Escrituras. O resultado foi que, após a leitura, achou mais e mais interesse nos cultos dos crentes. Acerca da sua conversão ele relata, na sua autobiografia, o seguinte:
"Ao ler a Bíblia, ao assistir às reuniões de oração, e ou­vir os sermões de senhor Gale, percebi que não me achava pronto a entrar nos céus... Fiquei impressionado especial­mente com o fato de as orações dos crentes, semana após semana, não serem respondidas. Li na Bíblia: 'Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á'. Li, também, que Deus é mais pronto a dar o Espírito Santo aos que lho pedirem, do que os pais terrestres a darem boas coisas aos filhos. Ouvia os crentes pedirem um derrama­mento do Espírito Santo e confessarem, depois, que não o receberam.
"Exortavam uns aos outros a se despertarem para pe­dir, em oração, um derramamento do Espírito de Deus e afirmavam que assim haveria um avivamento com a conversão de pecadores... Mas ao ler mais a Bíblia, vi que as orações dos crentes não eram respondidas porque não ti­nham fé, isto é, não esperavam que Deus lhes daria o que pediam... Entretanto, com isso senti um alívio acerca da veracidade do Evangelho... e fiquei convicto de que a Bíblia, apesar de tudo, é a verdadeira Palavra de Deus."Foi num domingo de 1821 que assentei no coração re­solver o problema sobre a salvação da minha alma e ter paz com Deus. Apesar das minhas grandes preocupações como advogado, resolvi seguir rigorosamente a determina­ção de ser salvo. Pela providência de Deus, não me achei muito ocupado nem segunda nem terça-feira, e consegui passar a maior parte do tempo lendo a Bíblia e orando."Mas ao encarar a situação resolutamente, achei-me sem coragem para orar sem tapar o buraco da fechadura. Antes deixava a Bíblia aberta na mesa com os outros livros e não me envergonhava de lê-la diante do próximo. Mas então, se entrasse alguém, eu colocaria um livro aberto sobre a Bíblia para escondê-la.
"Durante a segunda e a terça-feira, a minha con­vicção aumentou, mas parecia que o coração se havia en­durecido: eu não podia chorar, nem orar... Terça-feira, à noite, senti-me muito nervoso e parecia-me estar perto da morte. Reconhecia que, se eu morresse, por certo iria para o Inferno.
"De manhã cedo, fui para o gabinete... Parecia que uma voz me perguntava: - 'Por que esperas? Não prometes-te dar o coração a Deus? O que experimentas fazer? - al­cançar a justificação pelas obras?' Foi então que vi, clara­mente, como qualquer vez depois, a realidade e a plenitu­de da propiciação de Cristo. Vi que sua obra era completa e, em vez de eu necessitar duma justiça própria para Deus me aceitar, tinha de sujeitar-me à justiça de Deus por in­termédio de Cristo... Sem o saber, fiquei imóvel, não sei por quanto tempo, no meio da rua, no lugar onde a voz de dentro se dirigiu a mim. Então me veio a pergunta: - 'Aceitá-lo-ás, agora, hoje?' Repliquei: - 'Aceita-lo-ei hoje ou me esforçarei para isso até morrer...' Em vez de ir ao gabi­nete, voltei para entrar na floresta, onde podia derramar a alma sem alguém me ver nem me ouvir."Porém, o meu orgulho continuava a se manifestar; passei por cima dum alto e andei furtivamente atrás duma cerca, para que ninguém me visse, e pensasse que ia orar. Penetrei dentro da mata cerca de meio quilômetro, onde achei um lugar mais escondido entre algumas árvores caí­das. Ao entrar, disse a mim mesmo: 'Entregarei o coração a Deus, ou então não sairei daqui'.
"Mas ao tentar orar, o coração não queria. Pensara que, uma vez sozinho, onde ninguém pudesse ouvir-me, podia orar livremente. Porém, ao experimentar fazê-lo, achei-me sem coisa alguma a dizer a Delis. Toda a vez que tentava orar, parecia-me ouvir alguém chegando.
"Por fim, achei-me quase em desespero. O coração es­tava morto para com Deus e não queria orar. Então repro­vei-me a mim mesmo por ter-me comprometido a entregar o coração a Deus antes de sair da mata. Comecei a pensar que Deus já me tivesse abandonado... Achei-me tomado de uma fraqueza demasiadamente grande para ficar de joe­lhos.
"Foi justamente nessa altura que pensei novamente que ouvia alguém se aproximando e abri os olhos para ver. Logo foi-me revelado que o orgulho do meu coração era a barreira entre mim e a minha salvação. Fui vencido pela convicção do grande pecado de eu envergonhar-me se al­guém me encontrasse de joelhos perante Deus, e bradei em alta voz que não abandonaria o lugar, nem que todos os ho­mens da terra e todos os demônios do Inferno me cercas­sem. Gritei: 'Ora, um vil pecador como eu, de joelhos pe­rante o grande e santo Deus, e confessando-lhes os peca­dos, e me envergonho dele perante o próximo, pecador também, porque me encontro de joelhos para achar paz com o meu Deus ofendido!' O pecado parecia-me horren­do, infinito. Fiquei quebrantado até o pó perante o Senhor. Nessa altura, a seguinte passagem me iluminou: 'Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração...'
"Continuei a orar e a receber promessas e a apropriar-me delas, não sei por quanto tempo. Orei até que sem sa­ber como, achei-me voltando para a estrada. Lembro-mede que disse a mim mesmo: 'Se eu me converter, pregarei o Evangelho'.
"Na estrada, voltando para a aldeia, certifiquei-me da preciosa paz e da gloriosa calma na minha mente. - 'Que é isso?' Perguntei-me a mim mesmo. - 'Entristecera eu o Espírito Santo até retirar-se de mim? Não sinto mais con­vicção...' Então lembrei-me de que dissera a Deus, que confiaria na sua Palavra... A calma de meu espírito era in­descritível... Fui almoçar, mas não tinha vontade de co­mer. Fui ao gabinete, mas meu sócio não voltara do almo­ço. Comecei a tocar a música de um hino no rebecão, como de costume. Porém, ao começar a cantar as palavras sagra­das, o coração parecia derreter-se e só podia chorar...
"Ao entrar e fechar a porta atrás de mim, parecia-me ter encontrado o Senhor Jesus Cristo face a face. Não me entrou na mente, na ocasião, nem por algum tempo de­pois, que era apenas uma concepção mental. Ao contrário, parecia-me que eu o encontrara como encontro qualquer pessoa. Ele não disse coisa alguma, mas olhou para mim de tal forma, que fiquei quebrantado e prostrado aos seus pés. Isso, para mim, foi, depois, uma experiência extraor­dinária, porque parecia-me uma realidade, como se Ele mesmo ficasse em pé perante mim, e eu me prostrasse aos seus pés e lhe derramasse a minha alma. Chorei alto e fiz tanta confissão quanto foi possível, entre soluços. Parecia-me que lavava os seus pés com as minhas lágrimas; contu­do, sem sentir ter tocado na sua pessoa...
"Ao virar-me para me sentar, recebi o poderoso batis­mo com o Espírito Santo. Sem o esperar, sem mesmo saber que havia tal para mim, o Espírito Santo desceu de tal ma­neira, que parecia encher-me corpo e alma. Senti-o como uma onda elétrica que me traspassava repetidamente. De fato, parecia-me como ondas de amor liquefeito; porque não sei outra maneira de descrever isso. Parecia o próprio fôlego de Deus.
"Não existem palavras para descrever o maravilhoso amor derramado no meu coração. Chorei de tanto gozo e amor que senti; acho melhor dizer que exprimi, chorando em alta voz, as inundações indizíveis do meu coração. As ondas passaram sobre mim, uma após outra, até eu clamar: 'Morrerei, se estas ondas continuarem a passar sobre mim!.Senhor, não suporto mais!' Contudo, não receava a morte.
"Não sei por quanto tempo este batismo continuou a passar sobre mim e por todo o meu ser. Mas sei que era já noite quando o dirigente do coro veio ao gabinete para me visitar. Encontrou-me nesse estado de choro aos gritos e perguntou: - 'Sr. Finney, que tem?' Por algum tempo não pude responder-lhe. Então ele perguntou mais: - 'Está sentindo alguma dor?' Com dificuldade respondi: - Não, mas sinto-me demasiado feliz para viver.
"Saiu e, daí a pouco, voltou acompanhado por um dos anciãos da igreja. Esse ancião sempre foi um homem de espírito ponderado e quase nunca ria. Ele, ao entrar, en­controu-me no mesmo estado, mais ou menos, como quan­do o rapaz o foi chamar. Queria saber o que eu sentia e eu comecei a lhe explicar. Mas, em vez de responder-me, foi tomado de um riso espasmódico. Parecia impossível evitar o riso que procedia do fundo do seu coração."
Nessa altura, entrou certo rapaz que começara a fre­qüentar os cultos da igreja. Presenciou tudo por alguns momentos, até cair ao chão em grande angústia de alma, clamando: "Orem por mim!"
O ancião da igreja e o outro crente oraram e depois Fin­ney também orou e logo após todos se retiraram deixando Finney sozinho.
Ao deitar-se para dormir, Finney adormeceu, mas logo se acordou, por causa do amor que lhe transbordava do co­ração. Isso aconteceu repetidas vezes durante a noite. Sobre isso ele escreveu depois:
"Quando me acordei, de manhã, a luz do sol penetrava no quarto. Faltam-me palavras para exprimir os meus sen­timentos ao ver a luz do sol. No mesmo instante, o batismo do dia anterior voltou sobre mim. Ajoelhei-me ao lado da cama e chorei pelo gozo que sentia. Passei muito tempo sem poder fazer coisa alguma senão derramar a alma pe­rante Deus".
Durante o dia, o povo se ocupava em falar na conversão do advogado. Ao anoitecer, sem qualquer anúncio do culto, ajuntou-se uma multidão no templo. Quando Finney relatou o que Deus fizera na sua alma, muitos foram profunda­mente comovidos; um, sentiu-se tão convicto que voltou a casa sem o chapéu. Certo advogado afirmou: "É claro que ele é sincero; mas que enlouqueceu, é evidente." Finney fa­lou e orou com grande liberdade. Realizavam-se cultos to­das as noites por algum tempo, aos quais assistiam pessoas de todas as classes. Esse grande avivamento espalhou-se para muitos lugares em redor.
Finney continuou:
"Por oito dias [depois da sua conversão) o meu cora­ção permanecia tão cheio, que não sentia desejo de comer nem de dormir. Parecia-me que tinha um manjar para co­mer que o mundo não conhecia. Não sentia necessidade de alimentar-me nem de dormir... Por fim, cheguei a ver que devia comer como de costume e dormir quanto fosse possí­vel.
"Grande poder acompanhava a Palavra de Deus; todos os dias admirava-me ao notar como poucas palavras, diri­gidas a uma pessoa, traspassavam-lhe o coração como uma seta.
"Não demorei muito em ir visitar meu pai. Ele não era salvo; o único membro da família que fizera profissão de religião era meu irmão mais novo. Meu pai encontrou-me no portão e me perguntou: - 'Como tem passado, Carlos?' Respondi-lhe: - Bem, meu pai, tanto no corpo como na al­ma. Meu pai, o senhor já é idoso, todos os seus filhos estão crescidos e casados; e nunca ouvi alguém orar na sua casa. Ele baixou a cabeça e começou a chorar, dizendo: - 'É ver­dade, Carlos; entre, e você mesmo ore'.
"Entramos e oramos. Meus pais ficaram comovidos e, não muito depois, converteram-se. Se a minha mãe tinha qualquer esperança antes, ninguém o sabia".
Assim, esse advogado, Carlos G. Finney, perdeu todo o gosto pela sua profissão e se tornou um dos mais famosos pregadores do Evangelho. Acerca de seu método de trabalhar, ele escreveu:
"Dei grande ênfase à oração como indispensável, se realmente queríamos um avivamento. Esforçava-me por ensinar a propiciação de Jesus Cristo, sua divindade, sua missão divina, sua vida perfeita, sua morte vicária, sua ressurreição, a necessidade de arrependimento e de fé, a justificação pela fé, e outras doutrinas que se tornaram vi­vas pelo poder do Espírito Santo.
"Os meios empregados eram simplesmente pregação, cultos de oração, muita oração em secreto, intensivo evangelismo pessoal e cultos para a instrução dos interessados.
"Eu tinha o costume de passar muito tempo orando; acho que, às vezes, orava realmente sem cessar. Achei, também, grande proveito em observar freqüentemente dias inteiros de jejum em secreto. Em tais dias, para ficar inteiramente sozinho com Deus, eu entrava na mata, ou me fechava dentro do templo..."
Vê-se no seguinte, a maneira como Finney e seu com­panheiro de oração, o irmão Nash, "bombardeavam" os céus com as suas intercessões:
"Quase um quilômetro distante da residência do se­nhor S, morava certo adepto do universalismo. Nos seus preconceitos religiosos, recusava-se a assistir aos cultos. Certa vez o irmão Nash, que se hospedava comigo na casa do senhor S, retirou-se para dentro da mata para lutar em oração, sozinho, bem cedo de madrugada, conforme seu costume. A atmosfera era tal nessa ocasião que se ouvia qualquer som de longe. O universalista ao levantar-se, de madrugada, saiu de casa e ouviu a voz de quem orava, e, apesar de não compreender muitas das palavras, reconhe­ceu quem orava. E isso traspassou-lhe o coração como uma flecha. Sentiu a realidade da religião como nunca. A flecha permanecia. E ele achou alívio somente crendo em Cris­to".
Acerca do espírito de oração, Finney afirmou que "era coisa comum nesses avivamentos, os recém-convertidos se acharem tomados pelo desejo de orar noites inteiras até lhes faltarem as forças físicas. O Espírito Santo constran­gia grandemente o coração dos crentes, e sentiam constan­temente a responsabilidade pela salvação das almas imor­tais. A solenidade da mente se manifestava no cuidado com que falavam e se comportavam. Era muito comum encontrar crentes juntos caídos de joelhos em oração em vez de ocupados em palestras".
Em certo tempo, quando as nuvens de perseguição enegreciam cada vez mais, Finney, como era seu costume sob tais circunstâncias, sentia-se dirigido a dissipá-las, oran­do. Em vez de falar pública ou particularmente acerca das acusações, ele orava. Acerca da sua experiência escreveu: "Eu olhava para Deus com grande anelo, dia após dia, ro­gando que Ele me mostrasse o plano a seguir e a graça para suportar a borrasca... O Senhor mostrou-me, em uma vi­são, o que eu tinha de enfrentar. Ele chegou-se tão perto de mim, enquanto eu orava, que a minha carne literalmente estremecia sobre os ossos. Eu tremia da cabeça aos pés, sob o pleno conhecimento da presença de Deus".
Acrescentamos mais um exemplo, tirado da sua auto­biografia, da maneira de o Espírito Santo operar na sua pregação:
"Ao chegar, na hora anunciada para iniciar o culto, achei o prédio da escola repleto e tinha de ficar em pé perto da entrada. Cantamos um hino, isto é, o povo pretendia cantar. Entretanto, eles não tinham o costume de cantar os hinos de Deus, e cada um desentoava à sua própria ma­neira. Não podia conter-me e lancei-me de joelhos e come­cei a orar. O Senhor abriu as janelas dos céus, derramou o espírito de oração e entreguei-me de toda a alma a orar.
"Não escolhera um texto, mas logo ao levantar-me dos joelhos, eu disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade . Acrescentei que havia dois homens, um se chamava Abraão, e outro, Ló... Contei-lhes como Ló se mudara para Sodoma... O lugar era excessiva­mente corrupto... Deus resolveu destruir a cidade e Abraão orou por Sodoma. Mas os anjos acharam somente um justo lá, era Ló. Os anjos disseram: 'Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar; porque nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem engrossado diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo'.
"Ao relatar estas coisas, os ouvintes se mostraram ira­dos a ponto de me açoitarem. Nessa altura, deixei de pre­gar e lhes expliquei que compreendera que nunca se reali­zara culto ali e que eu tinha o direito de, assim, considerá-los corruptos. Salientei isso com mais e mais ênfase e, com o coração cheio de amor até não poder mais conter-me.
"Depois de eu assim falar cerca de quinze minutos, pa­recia cair sobre os ouvintes uma tremenda solenidade e co­meçaram a cair ao chão, clamando e pedindo misericórdia. Se eu tivesse tido uma espada em cada mão, não os pode­ria derrubar tão depressa como caíram. De fato, dois mi­nutos depois de os ouvintes sentirem o choque do Espírito vir sobre eles, quase todos estavam ou caídos de joelhos ou prostrados no chão. Todos os que podiam falar de qualquer maneira, oravam por si mesmos.
"Tive de deixar de pregar, porque os ouvintes não pres­tavam mais atenção. Vi o ancião que me convidara para pregar, sentado no meio do salão, olhando em redor, estu­pefato. Gritei bem alto para ele ouvir, apesar da balbúrdia, pedindo-lhe que orasse. Caiu de joelhos e começou a orar em voz retumbante; mas o povo não prestou atenção. Gritei: Vós não estais ainda no Inferno; quero dirigir-vos a Cristo. O coração transbordava de gozo ao presenciar tal cena. Quando pude dominar os meus sentimentos, virei-me para um rapaz que estava perto de mim, consegui atrair a sua atenção e preguei Cristo, em voz bem alta, ao seu ouvido. Logo, ao olhar para a 'cruz' de Cristo, ele acal­mou-se por um pouco e então rompeu em oração pelos ou­tros. Depois fiz o mesmo com um outro; depois com mais outro e continuei assim tratando com eles até a hora do culto da noite, na aldeia. Deixei o ancião que me convidara a pregar, para continuar a obra com os que oravam.
"Ao voltar, havia tantos clamando a Deus que não po­demos encerrar a reunião, que continuou o resto da noite. Ao amanhecer o dia, alguns ainda permaneciam com a alma ferida. Não se podiam levantar e, para dar lugar às aulas, foi necessário levá-los a uma residência não muito distante. De tarde mandaram chamar-me porque ainda não findara o culto.
"Só nesta ocasião cheguei a saber a razão de o auditório agastar-se da mensagem. Aquele lugar cognominava-se 'Sodoma' e havia somente um homem piedoso lá a quem o povo tratava de 'Ló'. Era o ancião que me convidara a pre­gar."Depois de já velho, Finney escreveu acerca do que o Se­nhor fez em "Sodoma". "Embora esse avivamento caísse tão repentinamente sobre eles era tão empolgante que as conversões eram profundas e a obra permanente e genuína. Nunca ouvi falar em qualquer repercussão desfavorável."
Não foi só na América do Norte que Finney viu o Espí­rito Santo cair e abater os ouvintes em terra. Na Inglater­ra, durante os nove meses de evangelização, que Finney promoveu lá, multidões também se prostraram enquanto ele pregava - em certa ocasião mais de dois mil, de uma vez.
Alguns pregadores confiam na instrução e ignoram a obra do Espírito Santo. Outros, com razão, rejeitam tal ministério infrutífero e sem graça; oram a Deus para o Espírito Santo tomar conta e alegram-se no grande pro­gresso da obra de Deus. Mas, ainda outros, como Finney, dedicam-se a buscar o poder do Espírito Santo, sem des­prezar a arma de instrução, e vêem resultados incrivel­mente mais vastos.
Durante os anos de 1851 a 1866, Finney foi diretor do Colégio de Oberlin e ensinou a um total de 20 mil estudan­tes. Dava mais ênfase ao coração puro e ao batismo com o Espírito Santo do que à preparação do intelecto; de Ober­lin saiu uma corrente contínua de alunos cheios do Espíri­to Santo. Assim, depois dos anos de uma campanha inten­siva de evangelismo e no meio dos seus esforços no colégio, "em 1857, Finney via cerca de 50 mil, todas as semanas, converterem-se a Deus." (By My Spirit, Jônathan Go­forth, p. 183.) Os diários de New York, às vezes quase não publicavam outras notícias, senão do avivamento.Suas lições aos crentes sobre avivamento foram publi­cadas, primeiro em um jornal e depois em um livro de 445 páginas e que se intitulava "Discursos Sobre Avivamen­tos". As primeiras duas edições, de 12 mil exemplares, fo­ram vendidas logo ao saírem do prelo. Outras edições fo­ram impressas em vários idiomas. Uma só editora em Lon­dres publicou 80 mil. Entre suas outras obras de circulação mundial, contam-se as seguintes: sua "Autobiografia", "Discursos aos Crentes" e "Teologia Sistemática".
Os convertidos nos cultos de Finney eram pela graça constrangidos a andar de casa em casa para ganhar almas. Ele mesmo se esforçava para preparar o maior número de obreiros em Oberlin College. Mas o desejo que ardia sem­pre em tudo era o de transmitir a todos o espírito de ora­ção. Pregadores como Abel Câry e Father Nash viajavam com ele e, enquanto ele pregava, eles continuavam prostrados em oração. Vejamos isso nas palavras de Finney:
"Se eu não tivesse o espírito de oração, não alcançaria coisa alguma. Se por um dia, ou por uma hora eu perdesse o espírito de graça e de súplica, não poderia pregar com po­der e fruto, e nem ganhar almas pessoalmente."
Para que alguém não julgue que a obra era superficial, citamos outro escritor: "Descobriu-se, por pesquisa empol­gante, que mais de 85 pessoas de cada 100 que se conver­tiam sob a pregação de Finney, permaneciam fiéis a Deus; enquanto 75 pessoas de cada cem, das que professaram conversão nos cultos de algum dos maiores pregadores, se desviavam. Parece que Finney tinha o poder de impressio­nar a consciência dos homens, sobre a necessidade de um viver santo, de tal maneira que produzia fruto mais per­manente." (Deeper Experiences of Famous Christians, p. 243.)
Finney continuou a inspirar os estudantes de Oberlin College até a idade de 82 anos. Já no fim da vida, perma­necia tão lúcido de mente como quando jovem e sua vida nunca foi tão rica no fruto do Espírito e na beleza da sua santidade do que nesses últimos anos. No domingo, 16 de agosto de 1875, pregou seu último sermão. Mas de noite não assistiu ao culto. Ao ouvir os crentes cantarem "Jesus lover of my soul, let me to Thy bosom fly", saiu até o por­tão na frente da casa, e com estes que tanto amava, foi a última vez que cantou na terra. Acordou-se à meia-noite, sofrendo dores lancinantes no coração. Sofrera assim mui­tas vezes durante a sua vida. Semeara as sementes de avi­vamento e as regara com lágrimas. Todas as vezes que re­cebeu o fogo da mão de Deus, foi com sofrimento. Final­mente, antes de amanhecer o dia, dormiu na terra para acordar na Glória, nos céus. Faltavam-lhe apenas treze dias para completar 83 anos de vida aqui na terra.


                        RESULTADOS DO SEGUNDO GRANDE AVIVAMENTO 

      Alem dos milhões que se converteram-se á     Cristo,o aviamento promoveu profundas mudanças que incluíam até mesmo reformas sociais.O aviamento expôs a ignorância dos duelos á espada e revolver ,e atravez ,e atravez do avivamento foram abolidas a prisão por divida e feita uma reforma prisional.O avivamento despertou a conciencia das igrejas sobre a vergonha da escravidão .Charles finey foi incançavel em seus esforços abolicionistas.O livro de harriet beecher stowe"acabana do tomas "faz o movimento crescer".



                             O SÉCULO MISSIONÁRIO  

   O seculo 18 foi sem  duvida um seculo de incertezas.O trabalho missionario dos protestantes até então tinha sodo tímido.Em lugar do cristinismo desaparecer diante dos ataques que sofreu no seculo 19,foi despertado e alastrou-se por todos os continentes ,este seculo é chamado "o grande seculo das missões evangélicas".Este despertamento fez com que os evangélicos exercessem uma grande influencia ,até mesmo nos altos escalões.Noa estados unidos a igreja cresceu de 10 para 40% durante os anos em curso do seculo.Os grandes avivamentos na Europa e na América liderados por WESLEY,WITHENFIELD;E JONATHAN no seculo 18 ,concientizaram os lideres evangelicos da sua responssabiblidade para com os perdidos .Esta verdade inaugurou o movimento missionario moderno com WILLIAM CAREY NA Inglaterra Samuel millis nos estados unidos.



                          SOCIEDADES MISSIONÁRIAS 



    Para que os chamados para o campo missionario pudessem ir e realizar a tarefa,foram criadas sociedades ,primeira destas sociedades missionaria batista (1792)seguida pela sociedade de londres (1795)e da sociedade missionaria da igreja.No continente europeu surgiu a sociedade missionaria dos paises baixos(1797) e a missão de basiléia (1915);nos estados unidos  a junta americana de comissionados de missões estrangeiras (1810)e a junta americana missionaria batista em 1814(notas reflexão teológicas do movimento pentecostal ad/campinas /sp pp.14-16/).






                                 O MOVIMENTO EVANGÉLICO
  
 O metodismo fortaleceu posição evangélica no pais,levando operários e lavradores a uma experiência real ,com DEUS.Apenas no fim do seculo é que a classe alta da igreja anglicana foi atingida pelo avivamento.Os primeiros evangélicos eram pastores espalhados pela Inglaterra ,como jhon newton(1725-1807),um jovem devasso ,mercador de escravos que converteu-se a Cristo.Ele é autor do famoso hino "amazing grace".O movimento evangélico teve outros homens de valor como charles simeon de cambrigge,foi quem influenciou o famoso henri martin e otenar-se missionário .A seita clapham foi um núcleo evangélico que buccava um despertamento a ao mesmo tempo uma reforma social.William wilbeforce (1759-1833)DESTACOU-SE em seus esforços para a libertação dos escravos .ajahn houard (1726-1790)  e elizabeth fry (1780-1845)lutaram pela reforma da do desumano sistema prisional.

     ROBERT RAIKES em 1780 fundou a primeira escola dominical ,que dava as crianças tão desassistidas instrução bíblica e educação elementar ,caligrafia e matemática.Os evangélicos tinham profundo interesse pelo evangelismo atravez da literatura.Fundaram a sociedade de folhetos em 1799,e sociedade bíblica britânica e estrangeira em 1804.



Nenhum comentário:

Postar um comentário